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Trump ameaça Irã com novos ataques e tomada de seus terminais de petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã nesta quinta-feira (11) com novos bombardeios e a iminente tomada de seus principais terminais de petróleo, após mais uma noite de confrontos entre os dois países.
A trégua em vigor desde 8 de abril tornou-se "praticamente irrelevante", segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, após dois dias de confrontos entre os Estados Unidos e a República Islâmica.
Até então, o cessar-fogo havia sido amplamente respeitado, à parte declarações ameaçadoras e hostilidades ocasionais. No entanto, os esforços para avançar em direção a um acordo de paz duradouro fracassaram.
As forças armadas dos EUA atacarão o Irã "COM MUITA FORÇA ESTA NOITE", publicou Trump nas redes sociais nesta quinta-feira.
"Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Khark e outros pontos de infraestrutura petrolífera, e assumiremos o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela", acrescentou em sua mensagem.
Na noite anterior, tropas americanas alegaram ter atacado "centros de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas em todo o país".
O Irã respondeu com cerca de 20 mísseis contra uma base americana na Jordânia e com ataques ao Bahrein e ao Kuwait, aliados dos EUA no Golfo que também abrigam tropas americanas.
Países como Rússia, China, Turquia e Arábia Saudita pediram o retorno à mesa de negociações. O Paquistão, principal mediador neste conflito, também pediu o retorno às negociações, embora seu Ministério das Relações Exteriores tenha reconhecido que era "difícil manter o otimismo" neste cenário.
Em Teerã, um farmacêutico de 35 anos chamado Majid disse estar "profundamente preocupado". "A ruptura entre os dois países é profunda demais para se esperar uma solução diplomática", afirmou.
- Até "nova ordem" -
De fato, o Ministério das Relações Exteriores de Teerã afirmou que esses ataques tornaram "a trégua praticamente irrelevante", enquanto a nova autoridade iraniana encarregada de administrar o Estreito de Ormuz declarou seu fechamento completo "até nova ordem".
Desde 28 de fevereiro, quando os ataques israelense-americanos desencadearam a guerra, Teerã restringiu a navegação por essa via navegável crucial para o comércio de hidrocarbonetos, embora agora permita a passagem de cerca de vinte navios por dia.
As tensões estão concentradas nesse estreito, onde os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval ao Irã.
O Comando Central dos EUA para a região (Centcom) anunciou nesta quinta-feira que neutralizou um petroleiro na costa de Omã que tentava contornar o bloqueio. A sala de máquinas pegou fogo e a tripulação foi evacuada.
No dia anterior, as forças americanas já haviam atacado outro petroleiro na área, matando três marinheiros indianos.
A Marinha iraniana anunciou ataques contra "dois navios" que tentavam atravessar "ilegalmente" o Estreito de Ormuz, apesar do fechamento total decretado por Teerã.
- 38ª promessa do acordo -
A escalada começou na terça-feira, depois que Trump prometeu, pela 38ª vez, segundo uma contagem da CNN, que um acordo de paz era iminente.
"Estávamos muito perto de um acordo, mas eles continuam protelando, continuam nos tratando como bobos", disse o presidente americano a repórteres na quarta-feira.
Seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, criticou o Irã por "brincar de gato e rato" nas negociações.
"Se tivermos que negociar com bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso", ameaçou.
Antes dessa última troca de agressões entre Teerã e Washington, ataques diretos entre Israel e Irã também ocorreram entre domingo e segunda-feira, os primeiros desde a implementação do cessar-fogo.
O estopim foi um bombardeio israelense aos subúrbios de Beirute, no Líbano, um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, que em março abriu uma segunda frente na guerra ao atacar Israel em apoio a Teerã.
A República Islâmica exige que qualquer acordo de paz na guerra regional inclua também um cessar-fogo no Líbano, onde as operações israelenses já deixaram mais de 3.600 mortos neste conflito.
M.O.Allen--AT