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EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar um helicóptero
As forças dos Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (9) que lançaram ataques "proporcionais" contra o Irã, depois que o Exército desse país derrubou um helicóptero de ataque Apache no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos começaram "a lançar ataques em legítima defesa contra o Irã hoje às 17h [18h00 em Brasília], por ordem do comandante em chefe", afirmou na rede X o comando militar para o Oriente Médio, em referência ao presidente Donald Trump.
"A missão é uma resposta proporcional à agressão injustificada iraniana", acrescentou o Comando Central.
Posteriormente, meios de comunicação iranianos informaram sobre várias explosões nesta quarta-feira ao longo da costa sul do Irã, perto do Estreito de Ormuz.
Explosões foram ouvidas em vários pontos da província de Hormozgã, incluindo a ilha de Qeshm, e alguns relatos mencionaram a presença de aviões de combate americanos.
Trump havia acusado pouco antes os iranianos de terem derrubado, na véspera, um helicóptero americano Apache enquanto sobrevoava o Estreito de Ormuz, cujos dois ocupantes conseguiram se ejetar.
Embora tenha dito que os dois pilotos saíram ilesos, enfatizou que "os Estados Unidos devem responder a esse ataque".
"A resposta deve ser muito contundente, muito poderosa", afirmou Trump, segundo declarações reproduzidas pela emissora americana ABC.
Antes dos bombardeios americanos, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, tentou minimizar o incidente envolvendo o helicóptero.
"As forças estrangeiras próximas ao nosso território estão constantemente expostas a riscos, devido a seus próprios erros humanos, a simples acidentes ou à possibilidade de serem atingidas por fogo cruzado", escreveu Araghchi na rede X.
O diplomata acrescentou que, para reduzir esse risco, "a melhor solução é que elas vão embora".
"Preferimos a linguagem diplomática, mas também falamos outras linguagens", acrescentou depois, em um tom mais ameaçador.
– Mudança de tom –
Esse novo confronto contrasta com os esforços para encerrar o conflito desencadeado em 28 de fevereiro pelos ataques israelense-americanos contra o Irã.
O próprio Trump havia afirmado anteriormente nesta terça-feira que a diplomacia americana estava na "fase final" das negociações para pôr fim às hostilidades e mencionou que um acordo poderia ser concluído em "dois ou três dias".
Após 100 dias de guerra e a entrada em vigor, em 8 de abril, de um frágil cessar-fogo, Irã e Israel voltaram a se atacar no domingo e na segunda-feira.
Essa ofensiva deixou três mortos, entre eles dois militares, e 15 feridos no Irã, segundo um novo balanço divulgado pela televisão estatal nesta terça-feira.
Trump, que busca uma saída para esse conflito impopular nos Estados Unidos diante da proximidade das eleições de meio de mandato, havia instado ambos os países a cessarem "imediatamente" as hostilidades.
O Irã anunciou na segunda-feira o fim de sua operação, e Israel fez o mesmo pouco depois.
Na frente diplomática, o Paquistão continua atuando para alcançar um acordo que, segundo seu primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, estava "prestes a ser concluído" quando os últimos combates entre Irã e Israel eclodiram.
Antes dessa nova escalada de tensões na terça-feira, os preços do petróleo haviam recuado, impulsionados pelas esperanças de um acordo, após terem disparado nas últimas semanas devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de hidrocarbonetos.
– Bombardeios em Tiro –
No sul do Líbano, a cidade de Tiro e seus arredores foram bombardeados pelo Exército israelense.
Os ataques deixaram pelo menos 11 mortos nesta terça-feira, segundo as autoridades libanesas.
Pela primeira vez desde 2 de março, o chamado para evacuação afetou toda a cidade, incluindo o bairro cristão, onde haviam se refugiado moradores de Tiro e de localidades vizinhas.
Um correspondente da AFP viu moradores de Tiro, inclusive do bairro cristão, fugindo e um intenso tráfego em direção ao norte após o alerta israelense.
"O bairro cristão está agora 99% vazio", declarou à AFP Walid al Tawil, membro do conselho municipal.
Por sua vez, o Hezbollah reivindicou novos ataques contra as forças israelenses que ocuparam extensas áreas do sul do Líbano. Segundo o Exército israelense, não houve baixas.
Além disso, no norte de Israel, um homem acusado de ter disparado contra soldados após cruzar a fronteira vindo do Líbano foi morto, segundo o Exército.
burx-tq-sst-ube/sia/arm/nn/mas/meb/fp/yr/aa/mvv/am
A.Williams--AT