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UE aprova empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia e novas sanções contra a Rússia
A União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros (523 bilhões de reais) para a Ucrânia, que estava bloqueado há meses pelo veto da Hungria. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, celebrará o acordo com os líderes da UE nesta quinta-feira (23), em uma cúpula europeia no Chipre.
Os europeus também aprovaram um novo pacote de sanções contra a Rússia, o vigésimo desde a invasão da ex-república soviética em fevereiro de 2022. Essas sanções visam o setor bancário russo e impõem novas restrições às exportações de petróleo, cujas receitas financiam grande parte da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
"Chegamos ao Chipre com boas notícias", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. "Enquanto a Rússia intensifica sua agressão, a Europa fortalece seu apoio à Ucrânia e sua pressão sobre a economia de guerra russa."
A retirada do veto húngaro, após meses de bloqueio, permitirá que a Comissão Europeia libere a primeira parcela desse empréstimo, originalmente adotado em dezembro.
O consenso foi alcançado depois que a Eslováquia também retirou suas objeções, após a retomada pela Ucrânia do fluxo de petróleo russo para a Europa através do oleoduto Druzhba, que estava danificado.
"O impasse foi rompido", disse a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, no X. "A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia tem apoio fundamental", acrescentou.
- "Vantagens simbólicas" -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que se reunirá com chefes de Estado e de governo da UE no Chipre, saudou a aprovação do empréstimo europeu.
Este empréstimo "fortalecerá nosso exército, tornará a Ucrânia mais resiliente e nos permitirá cumprir nossas obrigações sociais para com os ucranianos", afirmou em uma mensagem publicada no Facebook.
"É importante para a Ucrânia alcançar esse nível de segurança financeira após mais de quatro anos de guerra em larga escala", acrescentou o presidente, que disse esperar o primeiro desembolso "entre o final de maio e o início de junho".
No entanto, Zelensky não hesitou em pressionar a Europa, argumentando que seu país merece "adesão plena à UE" e não apenas "vantagens simbólicas".
Este empréstimo, garantido pelo orçamento da UE, permitirá à Ucrânia financiar a guerra contra a Rússia durante o período de 2026-2027.
Aproximadamente 60 bilhões de euros (348 bilhões de reais) serão destinados a este esforço de guerra, dos quais 30 bilhões (174 bilhões de reais) serão reservados para garantir o funcionamento do Estado.
As bases para um acordo final foram lançadas na quarta-feira, mas era necessário aguardar a conclusão do procedimento.
A Hungria condicionou seu acordo à retomada do fornecimento de petróleo russo por meio do oleoduto Druzhba, que atravessa a Ucrânia e que foi danificado em janeiro por ataques russos e cujo bombeamento foi restabelecido nesta semana.
A.Anderson--AT