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Reino Unido enviará navio e helicópteros para proteger bases britânicas no Chipre
O Reino Unido enviará um navio de guerra e helicópteros com capacidades antidrones para proteger o pessoal militar britânico em suas bases no Chipre, anunciou nesta terça-feira (3) o primeiro-ministro Keir Starmer.
O dirigente trabalhista confirmou que o Reino Unido enviará o navio HMS Dragon, um dos seis destróieres de defesa aérea Tipo 45 da Marinha, depois que a base militar britânica de Akrotiri, no Chipre, foi atingida por um drone após o início da guerra no Irã.
Segundo uma fonte do governo do Chipre, esse drone, que causou danos materiais leves, foi lançado do Líbano, "muito provavelmente" pelo movimento islamista Hezbollah, aliado do Irã no Oriente Médio.
Starmer anunciou na rede social X que "o Reino Unido está plenamente comprometido com a segurança do Chipre e do pessoal militar britânico destacado ali".
Além da base aérea de Akrotiri, o Reino Unido tem outra base, terrestre, no Chipre, em Dhekelia.
"Seguimos com nossas operações defensivas e acabo de falar com o presidente do Chipre para informá-lo de que estamos enviando helicópteros com capacidades antidrones e que o HMS Dragon será mobilizado na região", indicou Starmer.
A França mobilizará sistemas antimísseis e antidrones no Chipre, informou o governo da ilha mediterrânea, enquanto a Grécia enviou duas fragatas e aviões F-16.
– Críticas de Trump –
A decisão de Starmer ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira, em uma entrevista ao jornal londrino The Sun, a atitude do governo britânico.
Em suas declarações ao tabloide, Trump afirmou que a relação privilegiada entre o Reino Unido e os Estados Unidos "já não é o que era".
"Era a relação mais sólida de todas. E agora temos relações muito fortes com outros países da Europa", declarou o presidente dos Estados Unidos, elogiando em particular a França e a Alemanha, mas também a Otan.
Em seu anúncio desta terça-feira no X, Starmer destacou que seu país sempre atuará "no interesse do Reino Unido e de nossos aliados".
O primeiro-ministro havia defendido na segunda-feira, no Parlamento, sua decisão de manter o Reino Unido fora dos ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
"O presidente Trump expressou seu desacordo com nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que vai no interesse nacional do Reino Unido", disse Starmer na Câmara dos Comuns.
O líder trabalhista anunciou na noite de domingo que havia aceitado que os Estados Unidos utilizassem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, mas reafirmou que seu país não participará "de ações ofensivas no Irã".
O mandatário esclareceu na segunda-feira, no Parlamento, que as bases militares britânicas "não estão sendo utilizadas por bombardeiros americanos".
No entanto, Trump não recebeu de bom grado as decisões do governo britânico.
Starmer "não foi cooperativo", afirmou nesta terça-feira o republicano em suas declarações ao The Sun. "Ele deveria ter ajudado. Nunca teria pensado ver isso por parte do Reino Unido", acrescentou.
Donald Trump já havia feito na segunda-feira críticas a Starmer por ter demorado "demais" para permitir que os Estados Unidos utilizassem a base militar de Diego García, no oceano Índico, contra o Irã.
"Estamos muito decepcionados com Keir" Starmer, declarou Trump em entrevista ao jornal The Daily Telegraph.
N.Mitchell--AT