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'Futuro do Irã não deve ser decidido fora de suas fronteiras', diz viúva do último xá à AFP
A viúva do último xá do Irã, Farah Pahlavi, considerou nesta terça-feira (3), em entrevista à AFP, que "o futuro do Irã não deve ser decidido fora de suas fronteiras" e que o apoio da comunidade internacional deve "ir ao povo, não a cálculos geopolíticos".
"O futuro do Irã não deve ser decidido fora de suas fronteiras. As potências estrangeiras têm seus interesses, o povo iraniano tem seu destino", declarou em francês a ex-imperatriz, que vive exilada em Paris desde que foi expulsa junto com o marido em 1979, durante a revolução que levou ao poder o aiatolá Ruhollah Khomeini.
"O que desejo é que a comunidade internacional apoie claramente os direitos fundamentais dos iranianos: o direito de escolher seus dirigentes, de se expressar livremente, de viver com dignidade e prosperidade. O apoio deve ser dirigido ao povo, não a cálculos geopolíticos", insistiu Pahlavi, também conhecida como Farah Diba.
Três dias após o início da ofensiva israelense-americana contra o Irã, Farah Pahlavi considera que a morte do líder supremo Ali Khamenei representa "um momento de alcance histórico", já que "há décadas o povo iraniano vive sob um regime que o privou de suas liberdades fundamentais e de sua dignidade".
"No entanto, a morte de um homem, por mais importante que seja na arquitetura do poder, não implica automaticamente o fim do sistema. As estruturas do regime persistem. A mudança só pode vir do povo iraniano, que em sua grande maioria deseja acabar com o regime dos mulás", acrescentou.
Farah Pahlavi considera que "o que será decisivo" é "a capacidade do povo iraniano de se unir em torno de uma transição pacífica, ordenada e soberana para um Estado de direito", que seu filho Reza Pahlavi "está preparando".
T.Wright--AT