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Ex-candidato à Presidência quer participar de transição na Venezuela
O ex-candidato à Presidência Enrique Márquez disse, nesta sexta-feira (27), que deseja participar de uma transição na Venezuela, e considerou os Estados Unidos um aliado, dias após a sua aparição-surpresa em Washington, durante o discurso do Estado da União.
Márquez foi o único "convidado-surpresa" estrangeiro. O presidente Donald Trump o apresentou como um dos resultados de sua política linha-dura com os regimes inimigos dos Estados Unidos na América Latina.
Forças americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma incursão militar, em janeiro. Desde então, Trump afirma que comanda o país petroleiro.
Márquez disse à AFP que recebeu "opiniões" em Washington que o fazem afirmar que, "de fato, temos uma oportunidade. Que neste momento, assim como ocorreu no passado, os Estados Unidos são um aliado para as mudanças na Venezuela."
"Temos que adiar aspirações, adiar egos", já que um cenário eleitoral no país ainda é "muito prematuro", ressaltou o ex-candidato venezuelano.
"Quero dirigir os destinos da minha nação? Claro que sim. Porém, mais do que isso, quero ser um fator de união atual, para erguer o país", prosseguiu Márquez. "Isso tem que terminar em uma eleição democrática, mas nós, venezuelanos, temos que criar as condições para tal."
Márquez foi um dos primeiros opositores a deixar a prisão durante o processo de solturas que começou em 8 de janeiro. A agenda da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, incluiu a libertação de presos políticos, uma reforma da lei do petróleo e a promulgação de uma lei de anistia histórica.
"As mudanças são bem-vindas. É o mesmo governo, mas as políticas são outras", destacou Márquez, que foi candidato nas eleições de 2024, em que Maduro foi reeleito em meio a denúncias de fraude.
Sua candidatura foi vista como uma alternativa a uma eventual inabilitação do candidato de María Corina Machado, Edmundo González Urrutia, que ainda reivindica a vitória.
E.Flores--AT