-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Veneto aprova variação orçamental de 48,8 milhões para infraestruturas e serviços
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
'Uma viagem humilhante', denuncia palestina ao retornar do Egito
Foi "uma viagem humilhante", declara Rotana Al Riqib. Uma dezena de palestinos abraçam, aos prantos, seus familiares ao retornarem a uma Gaza em ruínas, após a reabertura muito limitada da passagem fronteiriça de Rafah com o Egito.
Na segunda-feira (2) ao anoitecer, a alegria se misturou à emoção quando eles desceram do ônibus que os levou ao hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
Estavam rodeados por uma pequena multidão que tentava capturar o momento com seus celulares.
O tão esperado reencontro teve um gosto amargo.
"Tem sido muito difícil, havia postos de controle por toda parte. Eles revistaram todos os nossos pertences, sobretudo no posto de controle do exército" israelense, conta Samira Said à AFP.
Rotana Al Riqib disse estar exausta por "uma viagem humilhante" e revistas "minuciosas".
"Os israelenses nos interrogaram e confiscaram tudo. Só nos deixaram com a roupa", confessa. "Tudo está proibido, a comida, a água, os perfumes. Não conseguimos trazer nem um presente para nossos filhos".
"Não querem que muita gente volte para Gaza. Na verdade, prefeririam que muita gente fosse embora", acrescenta essa mulher de 30 anos sobre os controles draconianos das autoridades israelenses na entrada do território.
No total, cerca de 20 pessoas, das aproximadamente 200, atravessaram a fronteira em ambos os sentidos na segunda-feira. É o único ponto de entrada e saída de Gaza que não passa por Israel, o qual permanece praticamente fechado desde que o exército israelense tomou o controle do lado palestino em maio de 2024.
Entre elas, voltaram nove mulheres e três crianças que saíram de Gaza para receber tratamento médico no Egito antes do fechamento da fronteira, informou, nesta terça-feira (3), um responsável palestino.
- "Raio de esperança" -
Eles voltam, mas milhares de palestinos de Gaza gostariam de deixar o território, submetido a um rígido controle israelense desde o começo da guerra, em 7 de outubro de 2023, em represália a um brutal ataque do movimento islamista palestino Hamas em solo israelense.
Muitos dos que querem fugir estão doentes ou feridos.
Na segunda-feira, cinco feridos e seus sete acompanhantes deixaram Gaza, aproveitando esta reabertura sob estrito controle.
O Egito, único país fronteiriço com Gaza exceto Israel, se opõe a um deslocamento em massa de palestinos para seu território.
Umm Mohamed Abu Shaqfa, uma mulher de 37 anos que vive na cidade de Gaza, conta que sua filha de 11 anos, Nisreen, sofre há seis anos de uma doença sanguínea para a qual não existe tratamento em Gaza, e que recebeu sinal verde das autoridades e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para viajar para o exterior.
Mas elas esperam em vão. "A abertura é um raio de esperança", afirma. "Vivemos da esperança. Todos os dias vou ao Ministério da Saúde e aos escritórios da OMS para ver se o nome da minha filha está na lista", acrescentou esta mãe.
Segundo Mohamed Abu Salmiya, diretor do hospital Al Shifa, o mais importante da Faixa de Gaza, cerca de "20 mil pacientes, entre eles 4.500 crianças", necessitam de "atendimento médico urgente" no território.
Nesta terça-feira, prevê-se que os retornos e as evacuações prossigam a conta-gotas.
Isso se deve ao fato de que Israel não autorizou, até o momento, a reabertura total da fronteira, apesar de estar prevista no plano do presidente americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra com o Hamas.
As organizações internacionais também a exigem para permitir a entrada em massa de ajuda humanitária em Gaza.
burs-sg/anb/erl/mb/rm/aa
A.O.Scott--AT