-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Veneto aprova variação orçamental de 48,8 milhões para infraestruturas e serviços
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Venezuela liberta genro do ex-rival de Maduro em sua nova relação com Trump
Autoridades venezuelanas libertaram, nesta quinta-feira (22), Rafael Tudares, genro do opositor Edmundo González Urrutia, adversário do presidente deposto Nicolás Maduro nas contestadas eleições de 2024.
A soltura ocorreu no contexto dos compromissos assumidos pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com os Estados Unidos após o ataque de Washington a Caracas, em 3 de janeiro.
Rodríguez assumiu a Presidência interinamente após a captura de Maduro, de quem era vice, e deu uma guinada nas relações com os Estados Unidos, com acordos petroleiros e o compromisso de libertar presos políticos, à medida que reorganiza o gabinete ministerial e os altos comandos militares.
Sua agenda inclui, ainda, uma reforma da lei de Hidrocarbonetos, que será debatida nesta quinta-feira no Parlamento venezuelano a fim de facilitar os negócios com os Estados Unidos e aumentar o fluxo de dólares.
Rodríguez tem prevista uma reunião com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, em data a ser definida.
- "Luta estoica" -
Rafael Tudares é casado com uma das filhas de González Urrutia, candidato às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 no lugar da vencedora do Nobel da Paz María Corina Machado, então inabilitada a participar do pleito.
Maduro foi proclamado reeleito pelas autoridades eleitorais, que foram acusadas de servirem a ele. González Urrutia partiu para o exílio na Espanha e denunciou fraude.
Sua filha, Mariana, e Rafael Tudares permaneceram na Venezuela com sua família.
Tudares foi detido em 7 de janeiro de 2025 por homens encapuzados quando levava os dois filhos para a escola. Foi condenado à pena máxima de 30 anos de prisão, acusado de terrorismo. A decisão foi qualificada como uma "represália" pelo ex-rival de Maduro.
"Após 380 dias de uma injusta prisão arbitrária e de ter padecido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu esposo, Rafael Tudares Bracho, voltou para casa esta madrugada", escreveu Mariana González.
"Foi uma luta estoica e muito dura por mais de 1 ano", acrescentou.
González Urrutia disse que a libertação do genro "reforça" seus apelos pela "liberdade para todas as pessoas detidas injustamente e garantias reais de não repetição".
"Meu compromisso é com a verdade", assegurou, em um vídeo difundido nas redes sociais.
A ONG Foro Penal contabilizava, até 19 de janeiro, 777 presos políticos, com 143 solturas desde o anúncio do governo interino, em 8 de janeiro.
O processo tem sido muito lento. Dezenas de familiares dormem em frente às prisões na esperança de ver seus entes queridos soltos.
Entre os opositores que continuam atrás das grades destaca-se Juan Pablo Guanipa, importante aliado de Machado e vinculado a uma suposta conspiração contra as eleições de governadores e deputados em 2025.
Na mesma situação estão Freddy Superlano, detido em julho de 2024, em meio aos protestos contra a reeleição de Maduro, e o ativista Javier Tarazona, preso desde 2021 por "terrorismo", "traição" e "incitação ao ódio".
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou que a Venezuela mantém "centros de detenção clandestinos".
- "Sem medo algum" -
Teoricamente, Rodríguez ficará a cargo do governo até o retorno do governante, preso em Nova York para ser julgado por narcotráfico.
A Constituição determina que ela governará por até seis meses, quando devem ser convocadas novas eleições.
A presidente interina, no entanto, assumiu o controle total do governo. Trocou ministros e impulsionou leis, como a reforma da legislação de Hidrocarbonetos para incentivar o investimento estrangeiro no setor petrolífero venezuelano, peça-chave na agenda de Trump para a Venezuela pós-Maduro.
Na quarta-feira, ela reestruturou os comandos militares, nomeando generais para 12 das 28 comandâncias regionais em todo o país.
A mandatária já havia designado antes um ex-chefe do serviço de inteligência, o Sebin, como novo comandante de sua guarda presidencial e como diretor da agência de contrainteligência DGCIM.
Na quarta-feira, Trump disse no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que "os líderes do país têm sido muito, muito inteligentes", em referência a Rodríguez, e a Casa Branca anunciou uma visita da presidente interina em data ainda a ser definida.
"Estamos em um processo de diálogo, de trabalho com os Estados Unidos, sem medo algum, para enfrentar as diferenças, as dificuldades", disse Rodríguez na quarta-feira, sem fazer referência ao convite.
Por outro lado, a Venezuela ainda é a principal aliada de Cuba. Em telefonema com Rodríguez nesta quinta-feira, o presidente Miguel Díaz-Canel lhe manifestou o "apoio e a solidariedade" de Havana.
A presidente interina segue sob sanções de Washington, inclusive o congelamento de bens.
H.Gonzales--AT