-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Veneto aprova variação orçamental de 48,8 milhões para infraestruturas e serviços
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Países europeus ameaçados por Trump pela Groenlândia prometem 'permanecer juntos'
Vários dirigentes europeus criticaram, neste domingo (18), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas aduaneiras aos países europeus que se opõem a que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia e alertaram que estas pressões minam as relações transatlânticas.
Os oito países europeus na mira dos Estados Unidos por terem enviado esta semana uma missão militar neste território autônomo da Dinamarca no Ártico declararam, em um comunicado conjunto, neste domingo, que "permanecerão unidos".
Em resposta às tensões entre Washington e Copenhague, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia enviaram tropas à Groenlândia para uma missão de treinamento.
Desde que voltou à Casa Branca, há um ano, o republicano insiste em tomar esta enorme ilha, situada entre a América do Norte e a Europa, alegando motivos de segurança nacional diante dos avanços russos e chineses no Ártico.
Na sexta-feira, Trump aventou a ameaça de tarifas aduaneiras e no sábado, ele as intensificou.
"Estes países, que estão jogando um jogo extremamente perigoso, introduziram um nível de risco que não é viável, nem sustentável", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social.
Irritado com esta mobilização de forças militares europeias, o presidente americano ameaçou estes países com a imposição de novas tarifas até que "se chegue a um acordo para a compra completa e íntegra da Groenlândia".
As tarifas de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro e poderiam subir para 25% em 1º de junho.
No comunicado conjunto, os oito países ameaçados responderam que "as ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente".
"Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania", acrescentaram.
- "Chantagem" -
Antes da resposta conjunta, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, elevaram o tom frente às ameaças de Trump.
O presidente francês disse que tem a intenção de pedir a ativação do Instrumento Anti-coerção da União Europeia, cuja aplicação requer maioria qualificada.
Este mecanismo é concebido para lutar contra ameaças econômicas de membros externos ao bloco. Permite, entre outros, congelar o acesso aos mercados públicos europeus ou bloquear determinados investimentos.
A primeira-ministra italiana assegurou, por sua vez, ter falado com Trump para afirmar que, em sua avaliação, suas ameaças de impor novas tarifas aduaneiras a vários países europeus eram um "erro".
O ministro holandês das Relações Exteriores, David van Weel, também qualificou estas advertências como "incompreensíveis" e "inapropriadas".
"É chantagem. O que (Trump) está fazendo agora é chantagem", disse Van Weel em declarações ao programa de TV WNL Op Zondag.
A Noruega, que não é membro da UE, mas está entre os países ameaçados pelas sanções, afirmou que "por enquanto" não prevê represálias contra as importações americanas.
"Acredito que é preciso refletir bem para evitar uma guerra comercial que dispararia uma espiral infernal", disse o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, à emissora de televisão NRK.
- Reunião de emergência -
Paralelamente, os embaixadores da União Europeia vão se reunir em caráter de urgência neste domingo em Bruxelas, enquanto Macron tem previsto se reunir com seus pares europeus para abordar esta crise inédita entre membros da Otan.
Por sua vez, o ministro dinamarquês de Assuntos Exteriores iniciou, neste domingo, uma visita diplomática a Noruega, Reino Unido e Suécia, três aliados próximos e membros da Otan, para discutir o fortalecimento do papel da Aliança Atlântica na segurança na região do Ártico.
Lars Løkke Rasmussen estará em Oslo neste domingo, antes de seguir na segunda-feira para Londres e na quinta-feira para Estocolmo.
Desde que voltou ao poder, Donald Trump usa as tarifas em suas relações internacionais para exercer pressão e alcançar seus objetivos, inclusive com parceiros tradicionais de Washington.
Mas neste caso, trata-se de uma ameaça sem precedentes: os Estados Unidos, pilares da Otan, ameaçam com sanções seus aliados dentro da Aliança para se apoderar de um território vinculado à Dinamarca, um de seus sócios e um país soberano e democrático.
No sábado, milhares de pessoas protestaram em Copenhague, capital da Dinamarca, e Nuuk, capital da Groenlândia, para denunciar estas ambições territoriais, repetindo, em coro, "A Groenlândia não está à venda!".
Segundo uma pesquisa publicada em janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses se opunham à anexação da ilha aos Estados Unidos, enquanto apenas 6% eram favoráveis.
W.Nelson--AT