-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Veneto aprova variação orçamental de 48,8 milhões para infraestruturas e serviços
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Trump ameaça taxar países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (16) impor tarifas aos países que não apoiarem seu plano de tomar a Groenlândia, coincidindo com uma visita de congressistas americanos a Copenhague para expressar apoio à Dinamarca.
O presidente republicano reafirmou que seu país precisa da ilha por razões de segurança nacional, no momento em que países europeus enviaram uma missão militar de exploração à Groenlândia em apoio à Dinamarca, membro da Otan e uma aliada tradicional de Washington.
Trump já ameaçou em diversas ocasiões anexar a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês no Ártico. A Casa Branca afirma que considera comprar a ilha, mas não descartou uma intervenção militar nesse território, rico em recursos minerais.
A ameaça envolvendo tarifas foi feita após uma reunião nesta semana em Washington entre representantes da Dinamarca e Groenlândia e o vice-presidente e o secretário de Estado americanos. Depois do encontro, a Dinamarca reforçou sua presença militar na Groenlândia e conseguiu o envio de efetivos de Alemanha, França, Finlândia, Noruega, Holanda, Reino Unido e Suécia para uma missão na ilha.
- EUA convidado -
O general Søren Andersen, chefe do Comando Conjunto do Ártico da Dinamarca, afirmou hoje à AFP que os Estados Unidos foram convidados a participar de exercícios militares na Groenlândia, e indicou que esse destacamento tem relação com a Rússia, uma das preocupações mencionadas por Trump.
"É claro que os Estados Unidos, como membro da Otan, estão convidados a estar aqui", disse Andersen, a bordo de um navio da Marinha dinamarquesa no porto de Nuuk, capital do território autônomo da Dinamarca.
A presença militar europeia na ilha é modesta, mas bem-recebida nas ruas gélidas de sua capital, Nuuk. "Temos que permanecer unidos à Europa, senão os americanos vão nos esmagar", comentou o sindicalista "Kenni", 39. "Sozinhos não somos muito grandes, mas, juntos, seremos."
- Manifestações na Dinamarca -
Em Copenhague, uma delegação bipartidária de 11 congressistas americanos se reuniu com a primeira-ministra Mette Frederiksen e seu colega da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen. Também participaram do encontro os ministros da Defesa e das Relações Exteriores, e representantes de empresários.
A senadora republicana Lisa Murkowski disse que o diálogo foi "bom" e destacou a importância de promover as relações entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia.
"Quando você pergunta ao povo americano se ele acha uma boa ideia que os Estados Unidos adquiram a Groenlândia, a grande maioria, cerca de 75%, dirá que não", destacou Lisa. "A Groenlândia deve ser vista como nossa aliada, e não como um ativo."
Após a reunião na Casa Branca, a chefe do Executivo da Dinamarca constatou ontem uma "divergência fundamental" persistente com o governo Trump.
"Mostramos solidariedade bipartidária ao povo deste país e à Groenlândia. Têm sido nossos amigos e aliados há décadas", ressaltou o senador democrata Dick Durbin. "Queremos que saibam que somos muito gratos, e que as declarações do presidente não refletem como o povo americano se sente."
"Já veremos. A Otan tem se comunicado conosco sobre a Groenlândia", disse o presidente americano mais tarde, ao ser questionado se os Estados Unidos se retirariam da aliança se ela não colaborasse com seu plano para a ilha.
"Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional. Se não a tivermos, teremos uma lacuna na segurança nacional", afirmou Trump, citando um projeto de sistema de defesa antimísseis.
Manifestações contra o plano de Trump foram convocadas para amanhã na Dinamarca e na Groenlândia.
Y.Baker--AT