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Rússia considera 'positiva' abertura de países europeus para retomar diálogo
O Kremlin classificou, nesta sexta-feira (16), como "positiva" a disposição de alguns países europeus de restabelecer o diálogo com a Rússia, interrompido após o início da ofensiva contra a Ucrânia em 2022.
Os europeus romperam praticamente todos os contatos com Moscou - salvo raras exceções - após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, com o objetivo de isolar o presidente russo, Vladimir Putin.
No entanto, o presidente americano, Donald Trump, restabeleceu o diálogo com Putin assim que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, com a intenção de encontrar uma saída para o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Desde então, manteve várias conversas telefônicas com o presidente russo e realizou uma cúpula no Alasca, em agosto de 2025.
"Se isso reflete de fato a visão estratégica dos europeus, trata-se de uma evolução positiva de sua postura", declarou à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
"Em Paris, em Roma e até em Berlim afirmaram que é necessário falar com os russos para garantir a estabilidade na Europa. Isso está plenamente alinhado com nossa visão", acrescentou.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, avaliou, no início de janeiro, que tinha "chegado o momento" de a Europa dialogar com a Rússia e propôs a nomeação de um enviado especial para coordenar a posição comum do bloco.
Um mês antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que seria "útil" para os europeus conversarem com seu homólogo russo, Vladimir Putin.
Já o chefe do governo alemão, Friedrich Merz, afirmou, na quarta-feira, que "encontrar um equilíbrio de longo prazo com a Rússia" permitiria à União Europeia "olhar para o futuro com mais confiança".
O porta-voz russo, por outro lado, criticou a postura do Reino Unido, que, segundo ele, "mantém posições radicais" e "não deseja contribuir para o estabelecimento da paz".
Em seguida, um porta-voz do governo britânico reiterou que o primeiro-ministro Keir Starmer "não tem planos" de falar com Putin.
Segundo o porta-voz, "seu objetivo é apoiar firmemente a Ucrânia para garantir uma paz justa e duradoura" e colocar o país na posição mais forte possível tanto para continuar lutando, quanto para eventuais negociações de paz.
N.Walker--AT