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Países europeus convocam diplomatas iranianos por repressão a protestos
Vários países europeus, inclusive a própria União Europeia, convocaram, nesta terça-feira (13), os representantes do Irã por causa da repressão violenta aos protestos na República Islâmica, cujas autoridades ordenaram cortar o acesso à internet.
Um alto funcionário da UE, que pediu para não ser identificado, disse que a instituição convocou o embaixador iraniano com base nas denúncias contra a repressão dos protestos que sacodem o país.
"O regime do Irã cortou a internet para poder matar e oprimir em silêncio", disse no X a chanceler da Finlândia, Elina Valtonen.
"Não vamos tolerar isso", completou, acrescentando que ia "convocar o embaixador iraniano esta manhã".
O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca convocou o encarregado de negócios do Irã, pois o embaixador não está no país no momento, "para expressar a condenação do governo ao uso da violência por parte do regime iraniano contra os manifestantes".
Segundo um comunicado da instituição, o ministério também instou o "Irã a cumprir suas obrigações internacionais, incluído o direito à liberdade de expressão, de associação e de reunião".
No Reino Unido, a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou, ainda, que o embaixador iraniano tinha sido convocado "para enfatizar a gravidade deste momento e exigir que o Irã preste contas pelas relatos horríveis" recebidos pelo governo britânico sobre a situação no país.
O governo francês também convocou o embaixador iraniano, anunciou seu ministro das Relações Exteriores Jean-Noël Barrot, para denunciar a "violência de Estado que se abateu cegamente sobre os manifestantes pacíficos".
Na Espanha, o ministro das Relações Exteriores José Manuel Albares afirmou que "o que vamos transmitir" ao embaixador "é que é preciso respeitar o direito de manifestação pacífica dos iranianos e das iranianas, sua liberdade de expressão".
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou a convocação pelo X. "A repressão brutal do regime iraniano contra sua própria população é impactante", assinalou a pasta.
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, informou na segunda-feira ter registrado 734 mortos pela repressão, entre eles nove menores, mas advertiu que o número real de vítimas poderia passar de 6.000.
Além disso, reportou que haveria mais de 10.000 detidos.
H.Thompson--AT