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Sim à carne vermelha, não aos açúcares: as novas diretrizes saudáveis de Trump
O governo de Donald Trump incentivou, nesta quarta-feira (7), os americanos a evitarem alimentos ultraprocessados e açúcares adicionados, ao mesmo tempo em que promove o consumo de carne vermelha e laticínios, alimentos que muitos nutricionistas haviam desaconselhado anteriormente.
As novas diretrizes nutricionais federais enfatizam mais as proteínas do que as recomendações anteriores. O governo publicou um gráfico que coloca a carne, os laticínios e as gorduras saudáveis no mesmo nível que os vegetais e as frutas.
Os grãos integrais ricos em fibras, como a aveia, aparecem na parte inferior.
A reação de nutricionistas e defensores da saúde pública foi mista: a recomendação de reduzir o açúcar e os alimentos processados foi recebida de forma positiva, mas a ênfase na proteína animal e nos laticínios integrais foi considerada "contraditória".
"Tudo me pareceu confuso, contraditório, ideológico e muito retrógrado", disse Marion Nestle, professora emérita de nutrição da Universidade de Nova York.
O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., prometeu que as novas diretrizes "revolucionarão" os hábitos alimentares dos Estados Unidos.
A Nestle disse à AFP que desaconselhar os alimentos ultraprocessados é uma "recomendação muito sólida" e acrescentou que a apoia "de todo o coração".
Mas também classificou as novas diretrizes como uma vitória para as indústrias da carne e dos laticínios.
Peter Lurie, presidente do Centro para a Ciência no Interesse Público, afirmou em um comunicado que a ênfase na proteína animal, nos laticínios integrais e na manteiga é "prejudicial" e "mina (...) as orientações baseadas na ciência".
Dados federais mostram que os alimentos ultraprocessados — incluindo produtos de panificação, doces embalados, salgadinhos e refrigerantes — representam cerca de 55% das calorias na dieta média dos americanos.
S.Jackson--AT