-
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica
-
Apesar da discrição, antitrumpismo marca presença nos Jogos Olímpicos de Inverno
-
Anatel trabalha para restabelecer bloqueio da plataforma de vídeos Rumble
-
Suíça Mathilde Grémaud supera estrela chinesa Eileen Gu e é ouro no esqui estilo livre em Milão-Cortina
-
Cuba fica sem combustível para aviões em meio à pressão dos EUA
-
Primeiro-ministro britânico descarta renunciar apesar de escândalo ligado a Epstein
-
Polícia australiana reprimiu protesto contra presença do presidente israelense em Sydney
-
Nicole Silveira e Kim Meylemans: recém-casadas e rivais olímpicas
-
Diretor de comunicação de Starmer renuncia por vínculos de seu ex-embaixador com Epstein
-
UE exige que Meta permita acesso de chatbots concorrentes ao WhatsApp
-
Primeira-ministra do Japão promete 'mudança importante de política' após vitória esmagadora nas urnas
-
Ex-príncipe Andrew pode ter transmitido informações confidenciais a Epstein
-
Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe a portas fechadas em comissão do Congresso dos EUA
-
Desabamento de prédio no norte do Líbano deixa 14 mortos
-
Justiça de Hong Kong condena magnata da imprensa e ativista pró-democracia Jimmy Lai a 20 anos de prisão
-
Astronauta levará coelho de pelúcia da filha de três anos para o espaço
-
Aliado de María Corina Machado é detido poucas horas após sua libertação
-
Bad Bunny brilha no Super Bowl e faz sua cidade em Porto Rico dançar
-
Os últimos dez campeões do Super Bowl após título do Seattle Seahawks
-
Seattle Seahawks atropela Patriots (29-13) e conquista seu segundo Super Bowl
-
Sengün vai substituir o lesionado SGA no All-Star Game da NBA
-
Presidentes de Argentina e Romênia são convidados para reunião inaugural do 'Conselho de Paz' de Trump
-
Super Bowl começa com duelo Patriots-Seahawks e apresentação de Bad Bunny
-
Trump diz que presidente chinês visitará Casa Branca 'no final do ano'
-
Com show de Dembélé, PSG goleia Olympique de Marselha (5-0) e recupera liderança da Ligue 1
-
Trump chama de 'perdedor' esquiador olímpico por suas dúvidas de representar os EUA
-
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de anistia na Venezuela
-
Real Madrid vence Valencia (2-0) e continua na cola do Barça
-
Socialista moderado vence extrema direita e se elege presidente em Portugal
-
Gramado natural ou sintético: estrelas do Super Bowl dão suas opiniões
-
Os números mais curiosos e exorbitantes do Super Bowl 2026
-
Betis vence na visita ao Atlético de Madrid (1-0) com golaço de Antony
-
Israel anuncia medidas para aumentar controle sobre a Cisjordânia ocupada
-
Inter de Milão goleia Sassuolo (5-0) e dispara na liderança da Serie A
-
City vence Liverpool de virada (2-1) e segue na briga pelo título da Premier com Arsenal
-
Bayern goleia Hoffenheim (5-1) com 3 gols de Luis Díaz e mantém distância na liderança
-
Aliado de María Corina Machado é solto na Venezuela
-
Cerca de 180 palestinos saíram de Gaza após reabertura da passagem de Rafah
-
Lindsey Vonn passa por cirurgia após sofrer fratura na perna esquerda em queda
-
Irã condena ganhadora do Nobel a seis anos de prisão
-
Irã desafia ameaças dos EUA e insiste em direito de enriquecer urânio
-
Gabinete nega reunião do Dalai Lama com Epstein
-
Chefe de gabinete do premier britânico renuncia por vínculo de ex-embaixador com Epstein
-
Primeira-ministra do Japão caminha para vitória contundente nas eleições legislativas
-
'Uma Batalha após a Outra' vencê prêmio do sindicato de diretores nos EUA
-
Lindsey Vonn sofre forte queda no downhill dos Jogos de Inverno
-
Familias denunciam condições insalubres onde aguardam asilo nos EUA
-
Irã descarta renunciar ao enriquecimento de urânio, mesmo em caso de 'guerra'
-
Portugal elege presidente com moderado como favorito frente à extrema direita
-
Messi marca seu primeiro gol do ano mas Inter Miami empata em amistoso no Equador
Presidente eleito receberá uma Bolívia impaciente e cheia de desafios
O presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz (centro-direita), receberá um país com uma economia à beira do colapso e uma população exausta após 20 anos de governos socialistas.
Paz, um economista de 58 anos, venceu as eleições de domingo com 54,5% dos votos apurados, à frente do ex-presidente de direita Jorge Quiroga, com 45,4%, segundo a apuração oficial de 97%. Ele assumirá o cargo em 8 de novembro.
Suas promessas de campanha se concentraram em resolver com urgência a severa crise econômica, a pior que o país enfrenta em quatro décadas.
Mas ele terá que agir com muita habilidade para implementar suas propostas, tanto no Parlamento quanto nas ruas, que esperam soluções imediatas.
"A paciência está se esgotando e vai acabar exatamente quando o próximo governo assumir seu mandato", diz à AFP a cientista política Daniela Osorio Michel, pesquisadora do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga).
As filas de veículos se acumulam nas ruas das principais cidades da Bolívia, com 11,3 milhões de habitantes. É o cenário da crise.
- Estado de crise -
O governo de Luis Arce, que renunciou à reeleição devido à sua impopularidade, esgotou suas reservas de dólares para manter uma política agonizante de subsídios aos combustíveis.
Há quase dois anos, a Bolívia sofre com a escassez de dólares e combustíveis, o que desencadeou uma inflação de 23% na comparação anual em setembro.
Paz comprometeu-se a ajustar as contas da nação e cortar mais da metade dos gastos bilionários com subsídios aos combustíveis, embora tenha afirmado que os manterá para o transporte público e outros setores críticos.
Sua proposta é menos radical do que a de seu rival Quiroga e evitava mencionar um choque econômico.
"Sua visão gradualista pode enfrentar tropeços" para alcançar resultados, aponta o economista Napoleón Pacheco, professor da Universidade Mayor de San Andrés, na Bolívia.
Quando os ajustes são feitos gradualmente, podem ter um efeito inverso ao desejado, assegura.
As ruas e os sindicatos também terão influência sobre o que o novo governo poderá fazer.
"Tomara que lhe deem um pouco de paciência (...), mas acho que isso só vai acontecer se" no novo governo "realmente entrarem em ação imediatamente, como prometeram", explica à AFP Gabriela Keseberg, cientista política boliviana.
Osorio Michel previu que "haverá rejeição ao corte dos subsídios".
- Sem maiorias -
A maior bancada parlamentar será a do Partido Democrata Cristão da Paz, com 46 deputados, seguida pela Aliança Livre de Quiroga, com 39. Nenhuma delas alcança maioria por si só.
A campanha eleitoral deixou muito desgastadas as relações entre ambos os candidatos e seus grupos políticos, com constantes acusações mútuas de guerra suja.
"São feridas difíceis de resolver", diz à AFP a socióloga María Teresa Zegada.
"Para alcançar os dois terços" necessários para realizar algumas mudanças estruturais prometidas, "será preciso fazer acordos", acrescenta.
Por enquanto, o milionário de centro-direita Samuel Doria Medina, um ex-candidato que ficou de fora do segundo turno, anunciou no domingo que apoiaria quem ganhasse. Ele lidera a Aliança Unidade, a terceira força política mais importante, com 26 deputados que podem não ser suficientes para alcançar a maioria.
- O grande opositor -
O ex-presidente Evo Morales será o principal obstáculo para Paz. O líder cocalero, que governou por três mandatos seguidos entre 2006 e 2019, não pôde se candidatar mais uma vez devido a uma decisão judicial que o impediu.
Em uma entrevista em agosto à AFP, ele afirmou que defenderia as conquistas de seu antigo mandato dando "batalha nas ruas e estradas" diante de um eventual governo de direita.
Morales está há um ano na região cocalera de Chapare, no centro do país, foragido de uma ordem de prisão por um caso de tráfico de menor que ele nega.
Paz afirmou que seu governo fará cumprir a lei e as decisões judiciais.
M.Robinson--AT