-
Presidente da confederação africana comemora sucesso do continente na Copa
-
Uruguai e Manchester United confirmam lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
'Mesmo não sendo favoritos, acreditamos em nós', diz sueco Gyökeres antes de duelo com a França
-
Federação uruguaia confirma lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
Técnico da Coreia do Sul pede demissão após eliminação na Copa do Mundo
-
Irã adverte navios para que não se desviem da rota demarcada em Ormuz
-
Japão pode 'surpreender o Brasil', avisa ex-técnico Philippe Troussier
-
Cinco coisas que marcaram a Semana de Moda Masculina em uma Paris escaldante
-
Brasil testa sua defesa contra o Japão no primeiro duelo de vida ou morte na Copa
-
George Russell vence GP da Áustria de F1
-
Europa registra mais de 1.300 mortes adicionais em meio à onda de calor, diz OMS
-
Terremotos na Venezuela deixam quase 1.500 mortos e milhares de desaparecidos
-
Últimos acontecimentos da onda de calor na Europa
-
Escritor francês encontra livro gerado por IA e assinado com seu nome
-
Irã ataca Kuwait e Bahrein após bombardeios dos EUA em seu território
-
Mortos por terremotos na Venezuela ultrapassam os 1.400 e milhões são afetados
-
Áustria e Argélia empatam (3-3) com gols nos acréscimos e vão aos 16-avos da Copa
-
Com gol de Messi, Argentina vence Jordânia (3-1) e fecha campanha 100% no Grupo J da Copa
-
Copa do Mundo 'perde valor' com 48 seleções, afirma técnico de Gana
-
RD Congo vence Uzbequistão (3-1) e vai aos 16-avos da Copa como 3º do Grupo K
-
Colômbia empata com Portugal (0-0) e vai aos 16-avos da Copa como líder do Grupo K
-
Alphonso Davies está 'disponível' para estrear na Copa do Mundo, confirma técnico do Canadá
-
'Um dos piores dias da minha vida', lamenta Nico Williams após nova lesão
-
Técnico da Escócia pede demissão após eliminação na Copa do Mundo
-
Croácia vence Gana (2-1) e vai aos 16-avos da Copa como segunda do Grupo L
-
Inglaterra vence Panamá (2-0) e avança aos 16-avos da Copa em 1º do Grupo L
-
'Por que não?': Cabo Verde sonha com feito histórico contra a Argentina
-
Participantes na marcha do orgulho em Budapeste reivindicam igualdade após fim da proibição
-
Parreira passará por cirurgia após piora de seu estado de saúde
-
Holandês Gakpo e sua companheira anunciam perda de bebê durante gestação
-
A vida desaparece após 72 horas sob os escombros de terremotos na Venezuela
-
Curaçao, a 'Onda Azul' que se despediu com orgulho de sua primeira Copa do Mundo
-
Longe de casa, Canadá quer abrir caminho em sua Copa do Mundo
-
Com fase de grupos chegando ao fim, expansão da Copa do Mundo para 48 seleções ainda gera debate
-
Da Alemanha à Dinamarca, recordes históricos de temperaturas na Europa
-
Mistura de sentimentos marca expectativa dos iranianos sobre seu futuro na Copa
-
Djokovic avisa que chega a Wimbledon mais bem preparado, após decepção em Roland Garros
-
Com posto de número 1 ameaçado, Sabalenka diz que encara Wimbledon sem pensar no ranking
-
Sinner aposta em 'pequenas mudanças' para Wimbledon, após tropeço em Roland Garros
Ataque israelense ao Irã, o enésimo feito do Mossad em território inimigo
Além da operação militar em si, o ataque de Israel ao Irã foi apoiado pelo trabalho meticuloso do Mossad, seu serviço de inteligência estrangeira, que há anos é capaz de se infiltrar no poder da República Islâmica.
A história dirá se a operação "Leão Ascendente" conseguirá privar o Irã de sua capacidade de adquirir uma arma nuclear. Mas a ofensiva entrará para a lista de campanhas espetaculares de espiões israelenses no exterior.
"Isso demonstra a superioridade operacional e de inteligência de Israel sobre o Irã", disse Danny Citrinowicz, do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, à AFP.
Em julho do ano passado, o Irã foi humilhado pelo assassinato em Teerã de Ismail Haniyeh, líder político do movimento islamista palestino Hamas. Desde então, o Irã "tem sido incapaz de cobrir as brechas em seu sistema", disse Citrinowicz.
- "Centenas de agentes" -
A ofensiva, relatada em detalhes pela mídia israelense e americana, combinou o uso de drones, anteriormente introduzidos no Irã, e a intervenção de mísseis e caças.
O jornalista especialista israelense Barak Ravid observou que "centenas de agentes do Mossad, tanto dentro do Irã quanto na sede, estavam envolvidos, incluindo uma unidade especial de operadores iranianos que trabalham para o Mossad".
No centro do Irã, comandos "posicionaram sistemas de armas guiadas em campo aberto, perto de lançadores de mísseis terra-ar iranianos", explicou.
O serviço também "desdobrou secretamente sistemas de armas e tecnologia sofisticada escondidos em veículos".
Essa mobilização destruiu as defesas aéreas do Irã, abrindo caminho para caças e mísseis israelenses, assim como baterias de mísseis que Teerã poderia ter usado contra Israel em resposta.
- Altos comandos -
Segundo a mídia israelense, a operação levou de oito meses a dois anos para ser preparada, mas contou com a infiltração israelense de longa data no programa nuclear iraniano.
"Israel monitora o programa nuclear [iraniano] há mais de 15 anos", observou Michael Horowitz, especialista americano em geopolítica. Os bombardeios são "o resultado de anos de coleta de inteligência e penetração na República Islâmica".
A lista de principais vítimas iranianas inclui o chefe do Estado-Maior, o chefe da Guarda Revolucionária e todo o seu serviço aeroespacial, além de nove cientistas nucleares, entre outros.
"É bastante cirúrgico", comentou uma fonte de segurança europeia, embora a operação tenha deixado vítimas colaterais. "Há um grau impressionante de precisão e controle", disse ele.
- Obsessão iraniana -
Em setembro, o Mossad surpreendeu a todos ao atacar o movimento libanês Hezbollah com pagers carregados de explosivos. Segundo as autoridades libanesas, o ataque deixou 39 mortos e milhares de feridos.
Mas a lista de assassinatos de inimigos de Israel já havia forjado a reputação do Mossad anos antes.
Após a operação dos pagers, Alain Chouet, ex-número três do serviço de inteligência estrangeiro francês, o DGSE, estava "convencido de que [o Mossad tinha] meia dúzia de estruturas prontas e capazes de agir a qualquer momento" no Irã.
No sábado, ele confirmou isso, observando que o Mossad poderia "mobilizar muitos agentes em poucas questões, enquanto os serviços ocidentais supostamente precisam ter uma cobertura planetária".
Em contraste, "a contrainteligência iraniana é um serviço de segurança focado principalmente em ameaças internas".
O resultado: uma infiltração com consequências desastrosas.
- O papel de Washington -
O papel do governo americano, aliado fiel de Israel, permanece obscuro. Mas, mesmo que involuntário, é real.
Recentemente, foi noticiado que as relações entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se deterioraram.
Ultimamente, Trump esnobou Netanyahu, como ao assinar um acordo com os rebeldes huthis do Iêmen, ao se envolver em negociações diretas com o Hamas, ao viajar para o Golfo sem parar em Tel Aviv e ao decidir suspender as sanções contra a Síria.
Na véspera dos bombardeios, Trump pediu ao seu aliado que não atacasse o Irã, por considerar que um acordo sobre o programa nuclear iraniano estava "próximo".
A surpresa foi total tanto em Teerã quanto em Washington, exceto para os altos escalões do governo americano, segundo analistas.
No entanto, outra lição permanece: a guerra moderna prioriza a inteligência e as operações clandestinas.
Para paralisar o adversário, "é preciso combinar poder aéreo com operações especiais para gerar efeitos simultâneos nas profundezas do campo de batalha", analisa Benjamin Jensen, do think tank CSIS, em Washington.
W.Stewart--AT