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Oposição venezuelana pede a Trump que reajuste medidas de restrição à entrada nos EUA
O partido da líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, pediu nesta sexta-feira (6) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um "reajuste" das medidas que restringem a entrada de venezuelanos nos Estados Unidos e que as "concentre" contra aqueles que apoiam o governo de Nicolás Maduro.
Em 4 de junho, a Casa Branca anunciou uma restrição à entrada de cidadãos de 19 países para "proteger a nação do terrorismo estrangeiro e de outras ameaças à segurança nacional".
Da lista, sete países, incluindo Venezuela e Cuba, terão restrições parciais de entrada, enquanto cidadãos de outras 12 nações, entre elas Irã e Afeganistão, serão "totalmente restringidos e limitados" de viajar aos EUA.
"Acreditamos ser fundamental ajustar as medidas que restringem a mobilidade dos venezuelanos para todo o território americano", indicou o Vente, partido fundado por Machado, em um comunicado.
Desta forma, "que sejam expressamente focadas naqueles que apoiam o regime criminoso na Venezuela ou cometem atos ilegais fora do país".
A medida, que inclui migrantes e não migrantes, proíbe a residência, o turismo, os vistos de estudo e para atividades comerciais, conferências, reuniões e negociações.
Na quinta-feira, Maduro pediu que Trump não se deixasse "envenenar mais" com as "mentiras" sobre a Venezuela.
"Estão te enganando (...) e eu saio em defesa da dignidade, da honra e da decência do povo valente da Venezuela e da migração venezuelana nos Estados Unidos", afirmou o presidente venezuelano dirigindo-se ao seu contraparte americano.
O magnata republicano afirma ter tomado a decisão após um ataque com um lança-chamas artesanal no Colorado, em 1º de junho, contra manifestantes que exigiam a libertação de reféns israelenses em Gaza.
As relações entre EUA e Venezuela foram interrompidas em 2019. Os governos tiveram uma reaproximação em janeiro de 2025 para concordar com a deportação de imigrantes venezuelanos.
Trump também rejeita a reeleição de Maduro em 2024, após alegações de fraude por parte da oposição, e cancelou as licenças que seu antecessor Joe Biden autorizou para multinacionais petroleiras operarem na Venezuela em meio ao embargo de petróleo imposto em 2019.
Após o pedido do governo do republicano, o partido de Machado cerrou fileiras com Washington.
"Agradecemos ao governo Trump por seu apoio à causa democrática e à luta contra a tirania de Nicolás Maduro, cuja saída é a única garantia para o retorno de nossos concidadãos e para a estabilidade da região", ressaltou o Vente.
Y.Baker--AT