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Após 45 anos preso, palestino é libertado em última troca entre Israel e Hamas
Nael Barghouti, o palestino que permaneceu preso em Israel por mais tempo, foi libertado nesta quinta-feira (27) na sétima troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, no âmbito de uma frágil trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.
Barghouti passou 45 anos atrás das grades, 34 deles consecutivos, de acordo com o Palestinian Prisoners Club, uma organização de defesa dos detidos.
Ele chegou ao Egito nesta quinta-feira, depois de ter sido expulso dos territórios palestinos após sua libertação.
Nael Barghouti foi preso pela primeira vez em 1978 e condenado à prisão perpétua pelo assassinato de um oficial de Israel e por ataques a locais israelenses.
Na época, ele era membro do Fatah, o movimento do atual presidente palestino, Mahmud Abbas, com sede em Ramallah, na Cisjordânia, e rival do movimento islamista Hamas, que governa Gaza desde 2007.
A troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, que ocorreu na manhã de quinta-feira, foi a sétima e última na primeira fase da atual trégua entre Israel e o Hamas em Gaza, que começou em 19 de janeiro, após 15 meses de guerra.
A administração penitenciária de Israel confirmou nesta quinta-feira que 643 detentos palestinos foram libertados de várias prisões do país sob os termos do acordo de trégua, depois que o Hamas entregou os corpos de quatro reféns sequestrados no ataque deste movimento islamista a Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
A primeira fase do acordo, que deve expirar no sábado, permitiu o retorno a Israel de 33 reféns, incluindo oito mortos, e a libertação, de acordo com o Hamas, de cerca de 1.700 prisioneiros palestinos, de um total planejado de 1.900.
Nael Barghouti foi libertado pela primeira vez em 2011 como parte de uma troca de prisioneiros palestinos por um soldado israelense capturado pelo Hamas e colocado em prisão domiciliar em Kubar, na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
Em 2014, ele foi preso novamente e desertou do Fatah para se juntar ao Hamas durante sua detenção.
G.P.Martin--AT