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Quem são os 4 reféns mortos entregues pelo Hamas?
O movimento islamista palestino Hamas entregou na madrugada desta quinta-feira (27) os corpos de quatro reféns capturados em seu ataque contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Esta entrega, em troca de mais de 600 presos palestinos, encerra os intercâmbios entre reféns e prisioneiros previstos na primeira fase da trégua na Faixa.
Embora as autoridades israelenses ainda estejam realizando o processo de identificação, a imprensa local e o movimento palestino Hamas revelaram quem são esses reféns.
- Ohad Yahalomi, 49 anos -
O franco-israelense Ohad Yahalomi foi sequestrado em sua casa no kibutz Nir Oz. Seu filho Eitan, de 12 anos, foi capturado separadamente, mas libertado em 27 de novembro de 2023, na primeira trégua.
Segundo o relato de sua mulher, Bat-Sheva Yahalomi, toda a família tentou se esconder na câmara segura de sua casa. Mas a porta não fechava e Ohad Yahalomi se posicionou diante dela com uma pistola. Ele ficou ferido em uma troca de tiros e foi raptado.
Sequestrados separadamente, Bat-Sheva e seus três filhos tentaram escapar de seus captores, mas só a mãe e as duas irmãs de Eitan conseguiram.
Um grupo aliado do Hamas havia anunciado em janeiro de 2024 a morte de Ohad Yahalomi, mas a informação nunca foi confirmada pelo Exército israelense. Presumia-se que ele estava vivo até esta quarta-feira.
Amante da natureza e dos grandes espaços, Ohad Yahalomi trabalhava para a autoridade de parques naturais. Era especialista em escorpiões, sobre os quais escreveu um livro.
- Tsachi Idan, 49 anos -
Tsachi Idan foi levado para Gaza com as mãos manchadas com o sangue de sua filha Maayan, de 18 anos, assassinada diante de seus olhos.
Na manhã de 7 de outubro, este engenheiro que vivia na comunidade agrícola de Nahal Oz se refugiou com sua esposa Gali Idan e três de seus filhos em sua câmara segura.
Tentou proteger com seu próprio corpo sua filha mais velha, Maayan, que acabara de comemorar aniversário. Mas as balas dos atiradores atravessaram a porta e a mataram. O ataque foi transmitido ao vivo pelo Hamas no Facebook.
Quando sua filha morreu, Tsachi Idan permitiu que a porta fosse aberta. Os militantes islamistas o sequestraram e disseram à sua família: "Ele vai voltar, vai voltar..."
"Amo você. Não brinque de ser herói, seja inteligente. Cuide-se e volte inteiro", afirmou sua esposa enquanto o levavam.
Como no caso de Yahalomi, as autoridades consideravam até esta quarta-feira que Idan seguia vivo.
- Itzik Elgarat, 68 anos -
O israelense-dinamarquês Itzik Elgarat foi ferido na mão durante o ataque ao kibutz Nir Oz antes de seu sequestro, explicou à imprensa dinamarquesa seu irmão Daniel Elgarat, a última pessoa que esteve em contato com ele.
Quando a conexão foi interrompida, Daniel tentou encontrar seu irmão com a geolocalização de seu telefone e se deu conta de que o aparelho havia cruzado a fronteira de Gaza.
Também se considerava até a quarta-feira que o refém continuava vivo.
Itzik Elgarat viveu por 12 anos na Dinamarca, onde residem seus dois filhos, os quais havia visitado pouco antes do ataque.
O sexagenário era um torcedor fervoroso da equipe de futebol Maccabi Tel Aviv.
- Shlomo Mansour, 85 anos -
Nascido no Iraque, Shlomo Mansour cuidou durante muito tempo do galinheiro do kibutz de Kissufim, do qual foi um dos fundadores.
Foi nessa pequena comunidade agrícola que foi sequestrado em 7 de outubro de 2023. Sua mulher Mazal, com quem vivia há 60 anos, se negou a fugir diante do ataque.
Israel anunciou em fevereiro que Mansour morreu no mesmo dia do ataque e que seu corpo foi levado para a Faixa de Gaza.
Habilidoso com as mãos, o octogenário e pai de cinco filhos amava jardinagem e consertar os brinquedos de seus netos.
R.Lee--AT