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Europa não pode assumir que presença militar dos EUA 'durará para sempre'
A Europa não pode presumir que a presença militar americana "durará para sempre", afirmou nesta sexta-feira (14) o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pedindo aos aliados da Otan que invistam mais em defesa.
Hegseth visita a Polônia em sua primeira viagem à Europa como funcionário de alto escalão do governo do presidente Donald Trump, que urgiu repetidamente para que os membros da Otan aumentassem os seus gastos militares.
"Por isso nossa mensagem é tão dura para nossos aliados europeus. Agora é o momento de investir porque não se pode dar por certo que a presença dos Estados Unidos durará para sempre", disse ele à imprensa ao lado de seu contraparte polonês, Wladyslaw Kosiniak Kamysz, em Varsóvia.
"O que acontecerá em cinco, 10 ou 15 anos faz parte de um debate mais amplo que reflete o nível de ameaça, a posição dos Estados Unidos, nossas necessidades no mundo, mas, sobretudo, a capacidade dos países europeus de se comprometerem", declarou.
Hegseth também parabenizou a Polônia, país no flanco oriental da Otan vizinho da Rússia e da Ucrânia, por ser "o aliado modelo" da aliança.
Varsóvia quer gastar 4,7% de seu PIB em defesa até 2025, bem acima do nível mínimo atual da aliança de 2%.
Trump declarou anteriormente que a meta deveria ser de 5% do PIB.
O ministro da Defesa da Polônia reconheceu que a capacidade atual da produção de armas na Europa é "insuficiente".
"A Europa deve acordar e investir na indústria armamentista, afirmou.
Durante sua visita à Polônia, Hegseth reiterou novamente que não é realista que a Ucrânia recupere todos os territórios ocupados pela Rússia ou se torne membro da Otan, e defendeu os esforços de Trump para iniciar negociações com o presidente russo Vladimir Putin.
H.Thompson--AT