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Novo governo catalão toma posse na Espanha
Os socialistas recuperaram o controle do governo regional da Catalunha após o novo gabinete tomar posse nesta segunda-feira (12), colocando fim a mais de uma década do Governo separatista no poder na região.
O Executivo de 16 membros é liderado por Salvador Illa, ex-ministro da Saúde do presidente Pedro Sánchez durante a pandemia de covid-19.
"Queria garantir-lhes que o Governo governará para todos, esta é a verdadeira obsessão", afirmou Illa na cerimônia de posse.
Esta é a primeira vez desde 2010 que a rica região do nordeste não tem um governo separatista.
Os socialistas obtiveram o maior número de assentos nas eleições regionais de maio, mas não alcançaram a maioria absoluta.
Illa garantiu o apoio do pequeno partido de extrema esquerda Partido Comunista da Catalunha — parte da aliança Sumar, que apoia Sánchez a nível nacional — e do partido separatista moderado Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) para se tornar líder regional em uma votação realizada no Parlamento da Catalunha na última quinta-feira.
Os socialistas apresentam a formação deste Governo na Catalunha como uma justificativa da estratégia de Sánchez de tentar reduzir o apoio ao separatismo na região, oferecendo concessões, incluindo uma controversa anistia para os envolvidos em um referendo de independência ilegal em 2017 que desencadeou a pior crise política da Espanha em décadas.
Para garantir o apoio do ERC, os socialistas se comprometeram a conceder à Catalunha o controle total dos impostos cobrados na região, o que tem sido uma das principais reivindicações dos partidos pró-independência há décadas.
A proposta, que ainda deve ser aprovada pelo Parlamento espanhol, tem oposição conservadora, bem como de alguns socialistas, que afirmam que privará o Estado central de receitas substanciais.
A posse de Illa na semana passada, no entanto, foi ofuscada pelo líder separatista Carles Puigdemont, que desafiou um mandado de prisão por seu papel na tentativa de secessão de 2017 para aparecer em um comício em Barcelona após sete anos de exílio autoimposto, e depois desapareceu antes que a polícia pudesse prendê-lo.
Puigdemont retornou à Bélgica, onde viveu a maior parte dos anos desde que deixou a Espanha.
F.Ramirez--AT