-
Almada e Foyth são cortados da seleção argentina por lesão
-
Milei diz que ONU é 'organização inútil' que alimenta 'casta de parasitas'
-
Alonso diz que carros híbridos estão acabando com pilotagem clássica da F1
-
Internacional anuncia Eduardo Baptista como novo técnico
-
Trump e Rodríguez conversaram sobre reestruturação da dívida venezuelana, afirma Rubio
-
Presidente do Irã alerta Trump na ONU que seu país não 'se ajoelhará'
-
Pela primeira vez, OSCE não foi convidada a observar as eleições nos EUA
-
Ataques russos contra instalações civis na Ucrânia deixam ao menos sete mortos
-
Isack Hadjar renova contrato com a Red Bull para 2027
-
Documentos questionam álibi de Hitler sobre morte suspeita de sobrinha
-
أليكس بودي والبروفيسور الدكتور شتيفان هاوبت يتفقان على التعاون من أجل مجموعة فنية أسطورية في رومانيا
-
アレックス・ボディ氏とシュテファン・ハウプト教授、ルーマニアの伝説的な美術コレクションをめぐり提携に合意
-
亞歷克斯·博迪與史蒂芬·豪普特教授就羅馬尼亞傳奇藝術收藏達成合作協議
-
Алекс Боді та проф. д-р Стефан Гаупт домовилися про співпрацю щодо легендарної колекції мистецтва в Румунії
-
Алекс Боди и проф. д-р Стефан Хаупт договорились о сотрудничестве в рамках легендарной коллекции произведений искусства в Румынии
-
Alex Bodi și prof. dr. Stefan Haupt încheie un acord de cooperare pentru o colecție de artă legendară în România
-
Alex Bodi e o Prof. Dr. Stefan Haupt acordam cooperação para uma coleção de arte lendária na Roménia
-
Justiça francesa confirma julgamento de jogador marroquino Achraf Hakimi por estupro
-
'Vou bater de novo mil vezes', diz Bruno Guimarães após virar a página de pênalti perdido na Copa
-
Os detectores de texto gerados por IA são confiáveis?
-
Crianças voltam às aulas no Irã
-
Reino Unido investiga Pornhub visando proteção a menores
-
França se prepara para receber papa Leão XIV com fervor inesperado
-
Brad Pitt conquista San Sebastián com história de sobrevivência
-
Irã e inteligência artificial na agenda da Assembleia Geral da ONU
-
Rebeldes do norte da Etiópia tomam controle de aeroporto e enfrentam militares
-
Muralha encontrada em Paris pode lançar luz sobre origens da cidade
-
Fenômeno literário na França sofre acusações de uso de IA
-
Para o Brasil 'nunca existem jogos amistosos', diz Ancelotti antes da partida contra a Índia
-
Departamento de Justiça afirma que Trump pode vetar acesso de jornalistas à Casa Branca
-
Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE
-
Trump se reuniu com a presidente interina da Venezuela em Nova York
-
Líder opositora é impedida de retornar à Venezuela
-
Vale do Silício cria sua própria escola para substituir universidade
-
Trump e Delcy se reuniram em Nova York (Casa Branca)
-
EUA e Guatemala anunciam aliança de promotores para enfrentar 'narcopolíticos'
-
Presidente da Colômbia ordena militarização de Santa Marta
-
Fãs de 'Star Wars' prestigiam novo museu de George Lucas
-
Israel critica declaração da França na ONU
-
Escudo das Américas propõe 'medidas coletivas' contra grupos criminosos
-
Maradona teve morte súbita e covid-19 pode ter sido causa, diz testemunha em julgamento
-
Trump se mostra favorável a proibição da exportação de diesel americano
-
Houthis acusam Arábia Saudita de ataques e rei os chama de 'milícia terrorista'
-
Mbappé não participa de treino da seleção francesa devido a gripe
-
Colômbia e Peru agradecem na ONU criação do Escudo das Américas
-
Kast critica ONU por não estar "à altura dos desafios dos nossos tempos"
-
Frente à 'lei da selva', Macron pede que mundo se mantenha 'firme junto à ONU'
-
Senador pede investigação de casamento de Trump Jr., financiado por oligarca russo
-
Irã endureceu condições apresentadas aos EUA para encerrar a guerra, diz Guarda Revolucionária
-
Tufão Dujuan deixa sete mortos e 58.000 casas sem energia elétrica no Japão
Baleados em meio ao descaso: a dupla sentença dos haitianos
Olivier Vilminio sofreu duas vezes por causa de gangues no Haiti. A primeira, quando o feriram com um tiro e a segunda, quando atacaram o hospital onde estava internado, obrigando-o a abandonar o estabelecimento.
Este haitiano de 31 anos, pai de duas meninas, é vítima colateral da violência que abala Porto Príncipe. Os tiros atingiram-no na perna e no ânus e ele teve que andar com muleta.
Os tratamentos de que necessita são muito caros ou não estão disponíveis na capital haitiana, por isso a dor é constante.
"Acabou a medicação. O analgésico que eu deveria tomar é o tramadol (um remédio poderoso da família dos opiáceos), e é muito caro, 750 gurdas o pacote", ou seja, pouco mais de cinco dólares e meio (cerca de 29 reais na cotação atual), diz Vilminio do centro para deslocados onde mora, instalado na escola secundária Marie Jeanne, perto do centro de Porto Príncipe.
Como muitos outros moradores da capital, Vilminio não recebe cuidados médicos adequados.
O seu país atravessa uma profunda crise de segurança, humanitária e política. O número de pessoas deslocadas internamente aumentou 60% desde março, devido ao ressurgimento da violência entre gangues, e é agora de quase 600 mil, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
O Haiti criou recentemente autoridades de transição, cuja principal tarefa é restaurar a estabilidade. Um grande desafio, considerando que as gangues controlam a maior parte de Porto Príncipe e atacaram hospitais em diversas ocasiões, bem como instituições governamentais, delegacias de polícia e prisões.
Um primeiro contingente policial queniano, liderando uma missão multilateral da ONU para combater a violência de gangues no Haiti, partiu para o país caribenho na segunda-feira (24).
- Sem dinheiro -
Vilminio procurou funcionários da ONG Alima, que cuida de pessoas deslocadas, para ver se lhe podiam fornecer antibióticos.
No mesmo centro, outras histórias de balas perdidas fazem parte das memórias difíceis dos moradores.
Marie Joanne Laguerre, 24 anos, estava na porta de um abrigo quando foi atingida na nuca. “A princípio pensei que tinha sido atingido por uma pedra”, disse ela à AFP.
Três meses depois, a jovem ainda não conseguiu fazer o raio-x. “Vou ao hospital, fazem-me curativos, dão-me medicamentos”, mas para o raio-x, “naquele dia houve um corte de energia”, diz. E "agora não tenho dinheiro para fazer isso".
Os hospitais que não fecharam funcionam em condições precárias. Além da insegurança, existe a escassez de combustível necessário para a utilização dos geradores e a falta de recursos.
Jean Philippe Lerebourg, diretor médico do Hospital La Paix, no entanto, sente-se “feliz” por todos os seus serviços terem conseguido permanecer abertos.
No entanto, desde o final de fevereiro - quando as gangues lançaram ataques coordenados contra locais estratégicos da capital - o hospital está "sob pressão" porque teve de acolher pacientes de outros estabelecimentos obrigados a fechar e não conseguem mais receber feridos, explica.
- Compra de material médico -
“Há tempos que excedemos a nossa capacidade”, explica o diretor do hospital, Jean Philippe Lerebourg.
Embora o hospital seja público, tem que cobrar dos pacientes o material necessário aos seus tratamentos.
“Tentamos fazer tudo o que podemos para oferecer atendimento urgente gratuito”, diz ele. “Mas agora, terminado o atendimento de emergência, se você vier fazer uma cirurgia, você não paga ao cirurgião, mas tem que comprar todo o material que precisar”.
E “o problema é justamente a capacidade do paciente haitiano de pagar pelo tratamento”, acrescenta o médico.
Segundo ele, a “situação é extremamente difícil” para a população, já que às vezes os pacientes vêm de “campos de deslocados” ou “perderam o emprego”.
O pico de ferimentos a bala foi registrado em 29 de fevereiro, dia em que as gangues lançaram seus ataques coordenados, explica Lerebourg.
Vilsaint Lindor, 40 anos, descansa em sua cama de hospital com uma grande bandagem na cintura. Há poucos dias ele estava em casa, prestes a tomar banho, quando um homem armado bateu à sua porta.
“Ele me pediu para dar tudo a ele, telefone, computador e dinheiro”, diz ele. “Eles levaram tudo e como não podiam levar o gerador, ele atirou em mim”.
“Estou em casa e bandos armados vêm me roubar”, lamenta resignado.
T.Wright--AT