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Biden diz que decidiu resposta a ataque na Jordânia e não quer guerra mais ampla
O presidente Joe Biden afirmou, nesta terça-feira (30), que já decidiu qual será a resposta dos Estados Unidos após a morte de três de seus soldados em uma base na Jordânia, ao mesmo tempo em que afirmou que "não busca" uma "guerra mais ampla" no Oriente Médio.
Em meio à crescente pressão do calendário eleitoral, o presidente culpou o Irã por fornecer armas aos responsáveis pelo ataque que ocorreu no domingo, matando três soldados e ferindo dezenas, sendo as primeiras baixas americanas na região desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em outubro passado.
Biden já havia atribuído o ataque a "grupos de combatentes radicais apoiados pelo Irã".
"Sim", respondeu Biden a jornalistas que perguntaram nesta terça-feira se ele já havia tomado sua decisão sobre a resposta dos Estados Unidos, sem dar mais detalhes.
"Não acredito que precisemos de uma guerra mais ampla no Oriente Médio. Não é o que estou buscando", disse o presidente sobre os temores de que um ataque direto ao Irã gere um conflito mais amplo.
Biden falou com a imprensa ao sair da Casa Branca em direção à Flórida, para um compromisso de campanha. Em seguida, a bordo do avião presidencial Air Force One, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, explicou aos jornalistas que a resposta provavelmente envolverá "múltiplas ações".
"É muito provável que seja um enfoque escalonado, não uma ação pontual, mas potencialmente múltiplas ações", afirmou Kirby.
Em ano eleitoral, em que Biden buscará um segundo mandato, os opositores republicanos o pressionam para retaliar o Irã pelo ataque, realizado com drones contra uma base militar americana perto da fronteira com a Síria. Alguns até pediram que ele "atingisse" o Irã diretamente.
No entanto, o governo democrata acredita que um ataque direto em território iraniano poderia causar uma explosão na região. Ações contra grupos armados apoiados pelo Irã e possivelmente contra instalações da Guarda Revolucionária do Irã em outros países são alternativas mais prováveis, de acordo com a mídia americana.
A Casa Branca prometeu na segunda-feira que responderia de maneira "responsável".
- Irã "responsável" -
Questionado se considera o Irã responsável pelo ataque, Biden respondeu: "Sim, eu os responsabilizo, no sentido de que estão fornecendo armas às pessoas que o cometeram".
"Vamos discutir sobre isso", acrescentou o presidente, sobre se foi estabelecido um vínculo direto com o Irã.
O ataque na Jordânia aumentou as tensões na região, que já estava instável desde o ataque do Hamas em 7 de outubro e a resposta devastadora de Israel em Gaza.
A Rússia, aliada próxima do Irã, pediu calma no Oriente Médio nesta terça-feira.
"Na nossa visão, o nível geral de tensão é muito alarmante e, ao contrário, agora é a hora de tomar medidas para reduzir as tensões", disse Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, a repórteres em Moscou.
"Isso é a única coisa que pode nos ajudar a evitar que o conflito se espalhe", acrescentou.
Teerã afirmou que não teve nenhuma responsabilidade no ataque e negou as acusações dos Estados Unidos de apoiar grupos por trás do ataque perto da fronteira com a Síria e o Iraque.
A China, que mantém fortes laços tanto com a Rússia quanto com o Irã, também alertou sobre as consequências de um "ciclo de retaliações" no Oriente Médio.
"Esperamos que todas as partes relevantes permaneçam calmas e se contenham, para evitar cair em um círculo vicioso de retaliações e que haja uma escalada maior das tensões na região", disse na terça-feira Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
R.Chavez--AT