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Israel bombardeia sul de Gaza e ordena evacuação parcial de Khan Yunis
Os bombardeios israelenses continuam nesta quarta-feira (24) na Faixa de Gaza, onde morreram ao menos 125 pessoas, segundo o Hamas, e o Exército israelense ordenou evacuar parcialmente a cidade de Khan Yunis, epicentro dos combates no território palestino.
Na manhã de quarta-feira, várias testemunhas relataram disparos de helicópteros militares israelenses em torno de Khan Yunis, onde Israel diz que os líderes do Hamas estão escondidos.
Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, os hospitais receberam 125 corpos durante a noite e o governo do movimento palestino falou em "mais de 200 mortos".
Segundo a ONU, o Exército israelense ordenou a evacuação de vários setores de Khan Yunis, onde vivem 88 mil habitantes e cerca de 425 mil pessoas deslocadas pela guerra.
O Hamas, considerado uma organização "terrorista" por Israel, Estados Unidos e União Europeia, acusou nesta quarta-feira Israel de tentar transferir à força "dezenas de milhares de pessoas" de Khan Yunis para Rafah, na fronteira com o Egito.
Rafah também sofre com os combates e, nesta quarta-feira, homens e mulheres prestaram homenagem aos seus familiares mortos nos bombardeios e os colocaram diretamente no chão em frente ao necrotério, disse um jornalista da AFP.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lamentou nesta quarta-feira uma situação "catastrófica e indescritível" nos hospitais de Khan Yunis, enquanto o Crescente Vermelho palestino afirmou que há intensos ataques ao redor do hospital Al-Amal, uma das zonas que Israel pediu para evacuar.
- Luto em Israel -
O Exército israelense anunciou, na terça-feira, a morte de 21 reservistas na região de Khan Yunis quando foram surpreendidos, no dia anterior, por um foguete antitanque enquanto colocavam explosivos em dois edifícios para demoli-los.
Com a morte de outros três soldados em um incidente separado, Israel sofreu o pior número de perdas diárias entre as suas tropas desde o início da ofensiva terrestre em Gaza, no final de outubro.
Mais de 200 pessoas compareceram ao funeral em Jerusalém de um dos soldados, Hadar Kapeluk, cujo caixão estava coberto pela bandeira azul e branca de Israel.
"Neste dia, nesta guerra, todos queremos unir-nos como um só coração", declarou Ariel Chen, morador da cidade, que compareceu à cerimônia.
A guerra começou em 7 de outubro com o ataque sem precedentes do Hamas a Israel, que matou mais de 1.140 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.
Cerca de 250 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza. Cem pessoas foram libertadas durante uma trégua em novembro, mas pelo menos 132 reféns ainda estão naquele território, dos quais 28 teriam morrido.
Israel prometeu "aniquilar" o Hamas, no poder em Gaza desde 2007, e lançou uma vasta operação militar que deixou 25.700 palestinos mortos, a maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o novo balanço do Ministério da Saúde do movimento islamista divulgado nesta quarta-feira.
- "Pausa" nas hostilidades -
A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em solo israelense em 7 de outubro, que deixou mais de 1.140 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.
Cerca de 250 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza, incluindo cerca de 100 que foram libertadas em novembro durante uma trégua em troca de prisioneiros palestinos. Ao menos 132 reféns estão detidos em território palestino, dos quais 28 teriam morrido.
Após o ataque, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas, no poder em Gaza desde 2007, e lançou uma grande operação militar que deixou 25.700 palestinos mortos, a grande maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o último balanço do Ministério da Saúde.
O Exército israelense anunciou, por sua vez, que 21 reservistas morreram na segunda-feira no sul da Faixa de Gaza, quando os disparos de um tanque causaram o desabamento de dois edifícios que estavam minando, na área de Khan Yunis.
Essas mortes aumentam o número total de soldados mortos em Gaza para 221.
Segundo o chefe do Estado-Maior israelense, os soldados mortos tinham a missão de "criar as condições de segurança necessárias" para o retorno dos israelenses que viviam perto de Gaza.
Na frente diplomática, uma delegação do Hamas está no Cairo, no Egito, desde terça-feira para "discutir com o chefe da Inteligência egípcia uma nova proposta de cessar-fogo", segundo uma fonte próxima às negociações.
Brett McGurk, conselheiro do presidente americano para o Oriente Médio, também esteve no Cairo na terça-feira para discutir uma "pausa" nas hostilidades e a libertação de reféns, segundo Washington.
Segundo John Kirby, porta-voz da Casa Branca, há "negociações muito sérias" para buscar outro acordo sobre os reféns.
Até agora, o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se opõe a qualquer cessar-fogo.
A guerra agrava as tensões regionais entre Israel e Estados Unidos, o seu principal aliado, e entre Israel, Irã e os seus apoiadores, como o Hezbollah libanês, os rebeldes huthis no Iêmen e as milícias pró-iranianas no Iraque.
A.Ruiz--AT