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Mãe de refém, sem rancor dos soldados israelenses que mataram seu filho em Gaza
Um mês depois da morte de seu filho, Yotam, refém do Hamas abatido por erro por soldados israelenses na Faixa de Gaza, Iris Haim se tornou um símbolo em Israel.
A vida desta enfermeira de 57 anos mudou no dia 7 de outubro, quando seu filho de 28 anos foi sequestrado no kibutz Kfat Aza por comandos do movimento islamista palestino Hamas. Durante o ataque ao kibutz, onde cerca de 50 pessoas foram assassinadas, o jovem escreveu para os pais contando sobre os disparos e o medo que sentia.
No total, o ataque deixou 1.140 mortos no sul de Israel, segundo balanço da AFP baseado em dados oficiais.
"Às 10h44, ele me escreveu dizendo que não conseguia respirar. Eu disse a ele para abrir a janela, mas ele estava com medo de que os terroristas estivessem esperando por ele lá fora", conta Haim.
Essa foi a última mensagem de seu filho.
As autoridades informaram-na de que haviam localizado o telefone de Yotam na Faixa de Gaza e, depois, confirmaram que o jovem estava entre os 250 reféns levados por comandos islamistas para o território palestino.
Rapidamente, Iris Haim se torna um dos rostos públicos das famílias dos reféns, cuja ausência assombra a sociedade israelense há mais de 100 dias. Sua serenidade impressiona.
"Não sentia raiva, isso surpreendeu as pessoas. Nem raiva nem lágrimas, falava de Yotam com um sorriso", lembra.
Em um vídeo que viralizou nas redes, ela defendeu que a vida dos soldados mobilizados em Gaza não era menos importante que a de seu filho. Até 190 soldados morreram nos combates na Faixa, segundo o Exército israelense.
Os bombardeios e operação terrestre de Israel nesse território mataram quase 24.300 pessoas, a maioria mulheres e menores, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
Iris se recusou a se juntar-se a certas famílias que, segundo ela, pressionavam excessivamente as autoridades israelenses para libertarem os reféns.
"Tive uma mensagem diferente: em primeiro lugar, que o país está fazendo todo o possível para libertar os reféns. E que Yotam é forte", afirmou.
- Escolheu "a luz" -
Em 14 de dezembro, em entrevista à AFP, ela se mostrou otimista: "Quero meu filho em casa, claro que o mais rápido possível, mas quero que o povo confie no Exército, nas autoridades, eles fazem tudo o que podem".
No dia seguinte, o Exército informou-a de que seu filho havia sido morto, junto com outros dois reféns, devido a um erro cometido por soldados israelenses.
Depois de escaparem de seus captores, passaram cinco dias andando pela Faixa de Gaza, de acordo com uma investigação do Exército. Quando viram soldados israelenses, gritaram com eles em hebraico, mas o esquadrão acreditou ser uma armadilha do Hamas e disparou.
Em vez de afundar no "poço" do luto, segundo sua expressão, ela escolhe "a luz" e vai falar onde for convidada. Esta mulher de caráter moderado não esconde as lágrimas quando fala do filho, músico e atleta, mas também um "garoto com dificuldades".
"Teve de enfrentar desafios que superou sozinho", comenta.
- "Morreu livre" -
Os retratos de Yotam são onipresentes no apartamento temporário onde vive após a evacuação das cidades perto de Gaza. Para ela, o filho é "um herói".
"Tomou as rédeas de sua vida. Morreu livre, assumindo riscos", defende.
O país ficou chocado quando ela enviou uma mensagem de compaixão para os soldados que mataram seu filho: "Não sinto raiva, entendo a situação difícil em que se encontravam, amo e admiro vocês".
"Não me coloco na acusação e nas perguntas retroativas (...) Não posso trazer Yotam de volta, mas posso escolher ver as coisas de forma positiva", explica.
Especialista em cuidados paliativos e no tratamento de pacientes com demência, Iris acredita que sua experiência profissional e agora pessoal permitem-lhe ajudar outras pessoas.
"Não quero que esqueçamos Yotam, seu heroísmo, porque é importante entender o que ele fez. Tenho muitos projetos para sua lembrança", afirma.
Ao mesmo tempo, iniciou uma série de conferências em Israel e no exterior "para ajudar as pessoas a enfrentarem os desafios".
"Quero lutar contra as divisões no povo. Podemos ter divergências, mas conservar um certo modo de falar", argumenta.
"As pessoas me disseram 'obrigado' e me pediram para continuar a apoiá-las. É um dever, como se Yotam tivesse confiado isso a mim", conclui.
R.Garcia--AT