-
Milan vence dérbi contra Inter (3-1) e coloca Lazio na liderança
-
Barça goleia Alavés (6-1) e se mantém na liderança, Atlético vence Levante
-
Lewis Hamilton conquista pole position do GP do México de Fórmula 1
-
EUA alerta sobre segurança alimentar em reunião do G20 sem maiores consensos
-
Pulisic renova com Milan até 2031
-
Polônia busca saída para crise institucional
-
Borussia Dortmund arranca empate no fim contra Bayern (2-2) no clássico da Bundesliga
-
Norris supera Antonelli por um milésimo nos últimos treinos livres do GP do México
-
De Minaur vence Zverev e vai enfrentar Alcaraz na final do ATP 500 de Viena
-
Líder iraniano se mostra desafiador diante de EUA e Israel
-
Freiburg, Leipzig e Werder Bremen vencem na Bundesliga
-
Atlético de Madrid vence Levante (2-0) e é líder provisório do Espanhol
-
Marco Rubio afirma que EUA não teve envolvimento na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
-
França tem manifestações multitudinárias com alguns tumultos
-
Manchester City perde para o Brighton (1-0); United afunda diante do Chelsea
-
Alcaraz vence Medvedev e vai à final do ATP 500 de Viena
-
Deslocados da cidade ocupada de Oleshki chegam à Ucrânia
-
França em alerta diante do risco de violência em novas manifestações
-
Alemanha mobiliza a polícia antes de um grande dia de protestos juvenis
-
Presidente da Polônia convoca consultas de emergência devido a crise institucional
-
França mobiliza amplo esquema de segurança diante de novo dia de protestos
-
Flávio Bolsonaro diz que saiu do Brasil por ser vítima de 'perseguição'
-
Gigantes da IA prometem solução para evitar uso de conteúdo de mídia para treinar modelos
-
Flávio Bolsonaro diz que saiu do Brasil porque é vítima de "perseguição"
-
Rússia se mostra inflexível em G20 dividido pelos conflitos geopolíticos
-
COP17 chega a acordo sobre textos-chave para proteger a natureza
-
Juíza dos EUA questiona principal argumento para construir arco de Trump
Zelensky visita Alemanha em meio à preparação de sua contraofensiva
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, classificou a Alemanha, neste domingo (14), como um "verdadeiro amigo" e "aliado confiável", cujo governo anunciou um novo carregamento de armas para apoiar a contraofensiva ucraniana contra a Rússia.
Berlim se blindou para a primeira visita de Zelensky à Alemanha desde o início da invasão russa, há 15 meses. Nela, o ucraniano foi recebido pelo chefe do governo alemão, Olaf Scholz, com todas as honras militares.
"Gostaria de lhe agradecer, Olaf, sinceramente, assim como a todo o povo alemão, por cada vida ucraniana salva graças ao seu apoio", disse Zelensky, em entrevista coletiva conjunta.
Scholz garantiu que a Alemanha apoiará a Ucrânia pelo tempo que for necessário e especificou que o apoio de seu país, incluindo armas, chegou até agora a 17 bilhões de euros (cerca de 18,5 bilhões de dólares, ou 91 bilhões de reais, na cotação atual).
Anunciado ontem, o novo pacote alemão inclui dezenas de tanques, veículos blindados, drones de vigilância e quatro novos sistemas de defesa antiaérea Iris-T. Para o vice-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrij Melnyk, é insuficiente.
Após o encontro, ambos seguiriam para Aachen (oeste), onde Zelensky recebe, à tarde, o Prêmio Carlos Magno, que reconhece o compromisso com a unificação europeia.
E, na noite de hoje, o presidente ucraniano visitará a França, para uma reunião com seu homólogo francês, Emmanuel Macron.
- 'Aliado confiável' -
Zelensky, que diz não querer "atacar o território russo", e sim, concentrar-se na libertação dos territórios ocupados, pediu a Scholz que apoie a entrega de aviões de combate, algo que a Alemanha se recusou a fazer até o momento.
Ele também se mostrou aberto a "discussões" de paz, mas "apenas" sob as condições ucranianas.
Hoje, o presidente ucraniano também se reuniu com seu homólogo Frank-Walter Steinmeier.
"Durante o período mais difícil da história moderna da Ucrânia, a Alemanha mostrou ser nossa verdadeira amiga e nossa aliada confiável", agradeceu Zelensky, no livro de visitas da Presidência alemã.
Por ocasião de sua visita, Zelensky e seu ministro das Relações Exteriores, Dmitro Kuleba, participaram de uma reunião com vários ministros alemães, incluindo a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock.
As relações entre Kiev e Berlim sobre ajuda militar ficaram tensas durante muito tempo, e a Alemanha foi muito criticada por não fornecer armas suficientes. Nos últimos meses, intensificou seu apoio.
Zelensky visitou Roma no sábado, onde se encontrou com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e com o papa Francisco, no Vaticano, a quem agradeceu por sua "atenção" à "tragédia de milhões de ucranianos".
- Guerra de narrativas -
Esta viagem ocorre em meio aos preparativos de uma contraofensiva do Exército ucraniano, enquanto Ucrânia e Rússia reivindicam avanços no "front" ao redor da cidade de Bakhmut.
Neste domingo, a Ucrânia anunciou que recuperou "mais de dez posições" russas nos subúrbios de Bakhmut (leste), epicentro dos combates há vários meses e onde se registra, nos últimos dias, um avanço ucraniano sobre os flancos das defesas russas.
"Hoje, nossas unidades recuperaram mais de dez posições inimigas ao norte e ao sul dos subúrbios de Bakhmut", disse a vice-ministra da Defesa, Ganna Maliar, no Telegram, acrescentando que "intensos combates continuam sendo travados" nesta cidade devastada.
A Ucrânia está tentando recuperar terreno nas regiões de Donetsk e de Lugansk (leste), assim como em Kherson e Zaporizhia (sul), cuja anexação é reivindicada pela Rússia.
Também hoje, o chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgueni Prigozhin, voltou a criticar a inação do Exército regular russo em Bakhmut. Em uma nota à imprensa, acusou "as forças aerotransportadas" de não apoiarem seus homens.
No terreno, o Exército ucraniano disse no sábado que estava "avançando" no entorno de Bakhmut. A Rússia garantiu, por sua vez, que continua avançando nesta cidade devastada, em grande parte sob seu controle.
Neste domingo, o Ministério russo da Defesa afirmou ter atacado Ternopil (oeste) e Petropavlivka (centro-leste), na Ucrânia, locais que albergavam armas ocidentais entregues a Kiev para repelir a ofensiva de Moscou.
Em um raro anúncio de baixas no campo de batalha, o Ministério da Defesa da Rússia informou, em um comunicado, que os comandantes Vyacheslav Makarov e Yevgeny Brovko morreram "heroicamente".
H.Romero--AT