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EUA e Coreia do Sul alertam Pyongyang que se atacar será seu 'fim'
O presidente americano, Joe Biden, e seu contraparte sul-coreano, Yoon Suk Yeol, alertaram, nesta quarta-feira (26), a Coreia do Norte que se atacar, será o "fim" do regime, pois vão responder, inclusive com armas atômicas.
Durante uma coletiva de imprensa posterior a uma reunião na Casa Branca, os dois dirigentes multiplicaram as advertências contra o vizinho do Norte, e enfatizaram seus meios de dissuasão e sua "aliança inabalável", forjada "em tempos de guerra e que prosperou em tempos de paz", segundo Biden.
"Um ataque nuclear da Coreia do Norte contra os Estados Unidos ou seus aliados ou parceiros é inaceitável e levará ao fim de qualquer regime que tomar tal ação", advertiu o presidente americano.
"Podemos alcançar a paz mediante a superioridade de uma força esmagadora e não uma paz falsa, baseada na boa vontade da outra parte", afirmou Yoon, insistindo em que os Estados Unidos responderiam a qualquer ataque nuclear da Coreia do Norte com armas atômicas.
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul adotaram, nesta quarta, uma "Declaração de Washington" para reforçar consideravelmente sua cooperação na área da defesa, inclusive a nuclear, através de "consultas" mais estreitas.
"Nossos dois países acordaram consultas presidenciais bilaterais imediatas em caso de um ataque nuclear da Coreia do Norte e prometem responder de forma rápida, esmagadora e decisiva, usando toda a força da aliança, inclusive armas nucleares dos Estados Unidos", afirmou Yoon.
Os Estados Unidos, que recentemente reforçaram suas relações de defesa com a Austrália, o Japão e as Filipinas, fortalecerão o guarda-chuvas de segurança para tranquilizar seu aliado sul-coreano, enquanto a Coreia do Norte efetuou um número recorde de disparos de mísseis balísticos este ano.
A mensagem também se dirige à China, considerada pelos Estados Unidos seu principal desafio estratégico para as próximas décadas.
O presidente Yoon, em visita de Estado de seis dias, chegou à Casa Branca sob aplausos de centenas de pessoas a recebeu honras militares. À noite, os dois líderes participarão com as esposas de um jantar de gala.
- Submarino nuclear -
Entre as medidas decididas no âmbito desta "Declaração de Washington" está a escala de um submarino nuclear na Coreia do Sul pela primeira vez em décadas.
O envio deste submarino com mísseis balísticos dotados de ogiva nuclear será "ocasional".
Esta declaração também estabelece um mecanismo de consulta e troca de informações com Seul sobre a questão nuclear.
Um funcionário que pediu para ter sua identidade preservada assegurou que os Estados Unidos não têm a intenção de estacionar armas nucleares na Coreia do Sul.
Além disso, Seul reitera na declaração seu compromisso de não obter arsenal nuclear.
- Mais "visível" -
Para os Estados Unidos, trata-se de "fazer com que nossa dissuasão seja mais visível através da mobilização regular de ativos estratégicos, incluindo a visita de um submarino nuclear americano à Coreia do Sul, o que não ocorria desde o começo da década de 1980", disse o funcionário americano.
Além dos submarinos, haverá "uma cadência regular" de outras plataformas, "inclusive bombardeios e porta-aviões", mas não haverá "base para estes ativos e certamente não para armas nucleares", acrescentou.
Um funcionário disse que estão sendo tomadas medidas preventivas para acalmar as possíveis tensões com a China devido a estas decisões militares. Ele acrescentou que a administração Biden está "decepcionada de que Pequim não tenha usado sua influência" na Coreia do Norte.
O presidente sul-coreano fará um discurso no Congresso na quinta-feira e vai almoçar com a vice-presidente americana, Kamala Harris, e com o secretário de Estado, Antony Blinken.
Na sexta-feira, ele viajará a Boston para visitar as universidades MIT e Harvard, antes de voltar à Coreia do Sul no sábado.
Após chegar à capital americana na segunda-feira, Yoon esteve na terça no cemitério de Arlington e no centro espacial Goddard, da Nasa, perto de Washington. À noite, visitou juntamente com Biden o Monumento à Guerra da Coreia, no centro da capital, formado por estátuas de aço em escala real de soldados em uma patrulha durante a Guerra da Coreia (1950-1953) contra o Norte comunista.
H.Gonzales--AT