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TAS rejeita recurso de atleta ucraniano contra desclassificação dos Jogos de Inverno
O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitou, nesta sexta-feira (13), o recurso do ucraniano Vladislav Heraskevych, que continuará desclassificado das provas do skeleton dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina por ter insistido em usar um capacete com imagens de atletas de seu país falecidos durante a guerra com a Rússia.
"A câmara ad hoc do TAS rejeitou o recurso e considera que a liberdade de expressão está garantida nos Jogos Olímpicos, mas não no local da competição, que é um princípio sagrado", declarou à imprensa Matthieu Reeb, secretário-geral do mais alto tribunal esportivo.
A alemã Annett Rombach, juíza única designada pelo TAS para resolver o litígio, afirmou que é "totalmente sensível à homenagem prestada por Heraskevich e ao seu desejo de conscientizar sobre a dor e a devastação sofridas pelo povo ucraniano, bem como pelos atletas ucranianos, devido à guerra", explicou o tribunal em comunicado.
Mas a decisão é "guiada pelas diretrizes do COI sobre a liberdade de expressão dos atletas", acrescentou o TAS. Eles têm liberdade para se expressar em entrevistas coletivas ou nas zonas mistas, mas devem se abster de qualquer "propaganda política" nas áreas de competição ou no pódio, de acordo com a Carta Olímpica.
"A juíza única considera que estas diretrizes garantem um equilíbrio razoável entre o interesse dos atletas em expressar as suas opiniões e o interesse dos atletas em receber atenção imparcial sobre o seu desempenho esportivo", prosseguiu o TAS.
O texto destaca "as outras opções oferecidas aos atletas" para chamar a atenção para as questões que preferirem, "ou, no caso de Heraskevich, usar o capacete durante quatro sessões de treinamento", como o COI havia permitido.
"O objetivo é manter o foco dos Jogos Olímpicos no desempenho e no esporte, um interesse comum a todos os atletas", enfatizou o a juíza.
O atleta ucraniano de 27 anos, que depôs durante duas horas e meia nesta sexta-feira em Milão, pediu ao TAS que anulasse sua desclassificação, que ele considera "desproporcional e não baseada em uma violação técnica ou de segurança", e que lhe causa "danos esportivos irreparáveis".
R.Garcia--AT