-
Maiores poluentes geram danos climáticos astronômicos, alerta estudo
-
Bolívia aposta em novos heróis com uma missão: voltar à Copa do Mundo
-
Senegal recorre na CAS após perder título da Copa Africana
-
Brasil apresenta seu primeiro caça supersônico fabricado no país
-
Promotoria francesa pede 30 anos de prisão para chileno Zepeda por assassinato
-
John Toshack, treinador campeão pelo Real Madrid, é diagnosticado com demência
-
Esperança de Copa do Mundo para Endrick passa pela França, país onde ressurgiu
-
AC Schnitzer: Quando os tuners de culto silenciam
-
Irã rejeita plano proposto pelos EUA para encerrar a guerra, diz meio estatal
-
Marquinhos está fora contra França, mas deve pegar Croácia, antecipa Ancelotti
-
Guerra no Irã impulsiona negócio dos drones na Ucrânia
-
Dois homens detidos em Londres por ataque contra ambulâncias da comunidade judaica
-
Matt Brittin, ex-executivo do Google, é nomeado diretor-geral da BBC
-
Os astronautas que sobrevoarão a Lua na missão Artemis II
-
Missão Artemis II, o retorno à Lua após mais de 50 anos
-
Dinamarca busca formar governo em cenário político fragmentado após eleições
-
Papa viaja a Mônaco para breve visita repleta de contrastes
-
Mamíferos não podem ser clonados indefinidamente, revela estudo
-
Maybach entre o brilho e a viragem
-
Bloco da primeira-ministra vence eleições legislativas na Dinamarca mas sem maioria
-
Guerra no Oriente Médio não dá sinais de trégua apesar do anúncio de Trump de negociações com o Irã
-
Show de retorno do BTS teve audiência de 18,4 milhões na Netflix
-
Gauff vence Bencic e vai enfrentar Muchova nas semifinais do WTA 1000 de Miami
-
OpenAI encerra plataforma de vídeos Sora e se concentra em ferramentas profissionais
-
Petróleo cai quase 6% após EUA apresentar plano de paz ao Irã
-
Reino Unido pesquisa arquivos sobre ex-príncipe Andrew
-
Sinner vence Michelsen e avança às quartas do Masters 1000 de Miami
-
Milhares de argentinos marcham contra o esquecimento, 50 anos após o golpe
-
Toronto apresenta estádio reformado para Copa do Mundo em meio a críticas por arquibancadas temporárias
-
Chile retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet para Secretaria-Geral da ONU
-
Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia
-
Bloco da primeira-ministra lidera eleições na Dinamarca
-
Muchova vence Mboko e é primeira a avançar às semifinais do WTA 1000 de Miami
-
Israel assumirá controle de área extensa no sul do Líbano
-
O chavismo está 'ferido' e sendo desmantelado por ordem de Trump, diz María Corina Machado
-
Nasa suspende seu projeto de estação orbital e vai criar base na Lua
-
Seis países apostam tudo em minitorneio de repescagem no México para Copa do Mundo de 2026
-
Mohamed Salah deixará o Liverpool ao final da temporada
-
Irã e Israel mantêm ataques mútuos, apesar dos esforços para encerrar a guerra
-
Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro
-
Cada vez mais apagada no cenário mundial, Itália busca soluções para seu futebol
-
Algoz de Alcaraz, Sebastian Korda cai nas oitavas do Masters 1000 de Miami
-
Ucrânia é alvo de um dos maiores ataques da Rússia em plena luz do dia
-
Americano libertado no Afeganistão após mais de um ano de detenção chega aos Emirados
-
Lukaku está fora dos amistosos da Bélgica contra Estados Unidos e o México
-
Ministro da Defesa diz que combate a gangues na Guatemala ocorre sem 'abusos'
-
Giay, do Palmeiras, é convocado para substituir Montiel nos amistosos da Argentina
-
Governo Kast retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU
-
Irã e Israel continuam se atacando apesar das declarações de Trump sobre negociações
-
Vítimas de pedofilia se deparam com muro de silêncio e impunidade na Áustria
'Locomotiva' Imane Khelif faz boxe virar febre entre mulheres na Argélia
Em um antigo matadouro municipal em Azazga, na região da Cabília, Cerine Kessal treina para realizar seu sonho: um dia ganhar a medalha de ouro olímpica, como fez nos Jogos de Paris-2024 a compatriota Imane Khelif, a "locomotiva do boxe feminino" na Argélia.
"Quero participar dos Jogos Africanos e do Mundial, ser como Imane Khelif e ganhar os Jogos Olímpicos", declara à AFP a adolescente de 15 anos depois de duas horas de treinamento.
Imane Khelif, de 25 anos, venceu a final da categoria até 66 kg nos Jogos de Paris, em agosto do ano passado, e se tornou uma das figuras marcantes do evento, em grande parte pela polêmica mundial em torno de seu gênero.
Mas apesar da controvérsia midiática, os argelinos defenderam com unhas e dentes sua campeã, e milhares de pessoas vieram recebê-la de volta à sua região natal quando retornou da capital francesa.
Desde a vitória de Khelif, os clubes de boxe argelinos viram um aumento significativo no número de mulheres jovens, e até mesmo adolescentes, interessadas em praticar o esporte, tradicionalmente dominado por homens.
- Entusiasmo crescente -
Cerine Kessal, que já é bicampeã da Argélia na categoria júnior até 54 kg, está muito animada com o 'efeito Khelif'.
Kessel também é "um modelo para todos os boxeadores", e suas ações nos treinos e no ringue são acompanhadas de perto por seu treinador, Djaafar Ourhoun, um ex-campeão argelino.
Dos 170 boxeadores desta academia, 20 são meninas que não param de evoluir, afirma a jovem campeã com um sorriso no rosto, garantindo que isso gera "ciúmes entre os colegas homens".
Para o árbitro internacional Nacim Touami, presidente da seção de boxe do clube de Azazga, a experiência de Imane Khelif gerou "uma obsessão pelo boxe feminino".
No passado, lembra ele, "havia uma certa relutância por parte dos pais em permitir que as meninas praticassem boxe", e por isso "elas geralmente preferiam vôlei ou natação".
"Mas depois do título de Imane Khelif, vimos entusiasmo" pelo esporte, antes considerado "coisa de homem", acrescenta Touami.
- Mães em 'modo fã' -
Manel Berkache, ex-boxeadora do mesmo clube de Kessal, confirma que os pais estão cada vez mais interessados, especialmente as mães.
"Agora são as mães que matriculam suas filhas e acompanham os treinos e as lutas", explica Berkache.
"Imane Khelif contribuiu muito para o boxe feminino e, graças ao seu sucesso, muitas meninas aderiram ao esporte", observa outra ex-boxeadora que virou consultora esportiva, Lina Debbou.
Hayat Berouali, 14, treina em Azazga. Ela começou a lutar boxe há menos de um mês e sonha em se tornar campeã.
"Comecei a amar o boxe assistindo às lutas dos Jogos Olímpicos, especialmente as de Imane Khelif, e meus pais me incentivaram", diz ela.
- Quebrando o tabu -
Mesmo em regiões muito conservadoras como Djelfa, no Atlas do Saara, 300 km ao sul de Argel, ou em Ain Defla, 140 km a sudoeste da capital, Imane Khelif é admirada.
O diretor técnico do Clube Ennasr, em Djelfa, Mohamed Benyacoub, explicou que a primeira experiência de boxe feminino foi lançada em 2006, embora não tenha sido muito bem-sucedida.
"Mas desde a vitória de Imane Khelif, o movimento esportivo feminino ganhou novo impulso; o tabu em torno das mulheres e do boxe foi quebrado", comemora Benyacoub.
Em Ain Defla, "há pais incentivando suas filhas a praticar boxe, e algumas até usam hijabe", diz Tarek Laoub, um dos diretores do clube local.
O vice-presidente da Federação Argelina de Boxe, Hocine Oucherif, não hesita em falar sobre o "fenômeno Khelif".
Em fevereiro, conta ele, todo mundo falava sobre a campeã olímpica durante o Campeonato Argelino Júnior.
"Imane Khelif é a locomotiva por trás do boxe feminino na Argélia e nos deu um grande impulso", ressalta Oucherif, enfatizando que 107 boxeadoras participaram do evento, o dobro do número da edição anterior.
A.Moore--AT