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Por falta de provas, Acerbi escapa de punição por insultos racistas
O zagueiro Francesco Acerbi, da Inter de Milão e da seleção da Itália, escapou de uma punição por falta de provas sobre a acusação de insultos racistas contra o brasileiro Juan Jesus, do Napoli, informou a Federação Italiana de Futebol (FIGC).
"Considerando que o nível mínimo de certeza razoável quanto ao conteúdo discriminatório da infração cometida não foi alcançado, foi decidido não aplicar as sanções previstas pelo artigo 28 do código de justiça desportiva", explicou Gerardo Mastandrea, juiz da FIGC.
Segundo este artigo, Acerbi poderia ter sido punido com até dez jogos de suspensão, o que o faria perder o restante temporada europeia e colocaria em risco sua participação na Eurocopa (14 de junho - 14 de julho).
"O conteúdo discriminatório, sem colocar em dúvida a boa fé [de Juan Jesus], só foi percebido pelo jogador ofendido, sem nenhuma prova externa, seja por áudio, vídeo ou inclusive uma testemunha", considerou o juiz.
No dia 17 de março, durante o jogo entre Inter e Napoli pela 29ª rodada do Campeonato Italiano, Juan Jesus alertou ao árbitro que Acerbi havia feito um comentário racista.
Depois da partida, o jogador brasileiro explicou nas redes sociais que Acerbi "passou do ponto", mas que ambos haviam esclarecido as coisas em campo e que o zagueiro da Inter se desculpou.
No dia seguinte, Acerbi, convocado pela seleção da Itália para dois amistosos de preparação para a Eurocopa, deixou a concentração da 'Azzurra' depois de ter dado sua versão dos fatos aos dirigentes da FIGC e ter negado "qualquer intenção de ser difamatório, degradante ou racista".
"As declarações de Acerbi estão totalmente em desacordo com a realidade dos fatos", denunciou Juan Jesus no Instagram".
"O racismo é combatido aqui e agora", escreveu o brasileiro em sua publicação.
T.Sanchez--AT