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Manifestantes na Universidade Columbia desafiam ultimato para desmontar acampamento
A Universidade de Columbia, epicentro dos protestos pró-palestinos nos Estados Unidos, vivia, nesta segunda-feira (29), um clima de tensão depois de as negociações fracassarem e os estudantes desafiarem o ultimato para evacuar o acampamento que montaram dentro do local.
Cerca de 275 pessoas foram presas em quatro universidades do país neste fim de semana em virtude dos protestos, que a Casa Branca pediu que se mantivessem pacíficos.
As autoridades de Columbia, em Nova York, disseram nesta segunda em um comunicado que os manifestantes deveriam desmontar as tendas que instalaram no jardim principal antes das 14h locais (15h em Brasília).
Também anunciaram que a universidade não "dispensará os investimentos de Israel", mas se ofereceram para elaborar um calendário acelerado que "revise as novas propostas dos estudantes" e "realizar investimentos em saúde e educação em Gaza".
Apesar do ultimato e da ameaça de suspensão, um grupo de estudantes convocou os manifestantes para "protegerem o acampamento".
As manifestações contra a guerra em Gaza e sua enorme baixa de civis representam um desafio para as autoridades universitárias, que tentam equilibrar o direito à liberdade de expressão com as reclamações de que os protestos geraram ações antissemitas, violência e ameaças.
A reitora havia se comprometido na semana passada a não recorrer à polícia para desmantelar o acampamento, como ocorreu no último 18 de abril, quando uma centena de estudantes foi presa e depois suspensa pelo centro.
"Para muitos de nossos estudantes judeus e para outros, o ambiente se tornou intolerável nas últimas semanas, Muitos abandonaram o campus e isso é uma tragédia", disse a reitora de Columbia, Nemat Shakif, em um comunicado no qual anuncia que as negociações fracassaram.
"A linguagem e os atos antissemitas são inaceitáveis, e os apelos à violência são simplesmente abomináveis", disse ela, antes de lembrar que o "direito de um grupo de expressar suas opiniões não pode ser exercido às custas do direito de outro grupo de falar, ensinar e aprender".
Os organizadores dos protestos negam as acusações de antissemitismo, e defendem que suas ações acusam o governo de Israel e a forma que ele gere o conflito em Gaza.
Também afirmam que os episódios mais ameaçadores foram organizados por ativistados que não são estudantes.
A universidade tenta negociar desde a semana passada com os manifestantes para que desfaçam o acampamento. "Infelizmente não conseguimos chegar a um entendimento", disse a reitora Shakif.
D.Johnson--AT