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Volkswagen prevê eliminar 100 mil postos de trabalho até o fim da década
A montadora alemã de automóveis Volkswagen afirmou nesta quinta-feira (3) que a direção e os sindicatos haviam concordado em cortar outros 50 mil postos de trabalho em todo o mundo até o fim da década.
Com isso, o número total de empregos que serão eliminados chegará a 100 mil, na maior reestruturação já realizada pela indústria automobilística mundial.
"É essencial adaptar sistematicamente os níveis de pessoal às realidades econômicas", afirmou em comunicado a Volkswagen, após aprovar o plano para a "redução de cerca de 50 mil empregos" adicionais aos 50 mil cortes já acordados anteriormente.
A maior fabricante de automóveis da Europa foi afetada pelas tarifas dos Estados Unidos, pela demanda irregular por veículos elétricos e, sobretudo, pela forte concorrência na China e de fabricantes chineses.
O grupo, que além da marca Volkswagen inclui empresas como Audi e Porsche, reduzirá em 15% seu quadro total de funcionários no mundo.
A Volkswagen informou que a direção e os sindicatos concordaram que o futuro de quatro fábricas alemãs, localizadas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm, não está garantido para além da década de 2030.
O fechamento dessas unidades marcaria a primeira vez que a Volkswagen encerraria operações de fábricas de grande porte em seu país de origem.
A aprovação dos planos pelo conselho de supervisão da Volkswagen, composto por representantes dos trabalhadores e dos acionistas, encerra, por enquanto, delicadas negociações entre as duas partes.
"O conselho de supervisão aprovou por unanimidade o plano para o futuro apresentado pelo conselho de administração", declarou o presidente-executivo Oliver Blume. "É um sinal forte para o futuro do Grupo Volkswagen", destacou.
Ch.Campbell--AT