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OpenAI contrata novo centro de dados nos EUA com respaldo da Nvidia
A OpenAI, criadora do chatbot de inteligência artificial (IA) ChatGPT, vai alugar por 20 anos nos Estados Unidos o maior centro de dados já anunciado, que conta com um apoio financeiro de até US$ 105 bilhões (R$ 546 bilhões) da fabricante de chips Nvidia, segundo um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (17).
O projeto será construído no local de uma antiga instalação de enriquecimento de urânio, em Ohio. Até 2032, ele poderá atingir uma potência de cálculo de 8 gigawatts, o que o torna o maior centro de dados individual para IA.
O data center gigante vai trabalhar exclusivamente com chips da americana Nvidia. O SoftBank e a subsidiária SB Energy, dona do centro, vão investir mais de US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões) em infraestrutura energética local e "construir pelo menos 10 gigawatts de nova geração de energia" para alimentá-lo.
O consumo elétrico total, coberto por uma nova central de gás, alcançaria o equivalente ao de 7 milhões de lares americanos. Além disso, a Nvidia vai investir US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) na SB Energy.
A empresa se antecipou às críticas sobre o chamado financiamento circular, que alimenta o temor de uma bolha da IA. "Isto é financiamento circular? Não, a OpenAI vai pagar o aluguel", defendeu-se hoje o presidente da Nvidia, Jensen Huang. O acordo foi fechado com "a mesma disciplina que aplicamos à gestão da cadeia de suprimentos", acrescentou.
A garantia de financiamento da Nvidia, a maior da empresa, marca uma mudança de escala em uma prática já comum no setor: a dependência dos desenvolvedores de IA do apoio financeiro de seus próprios fornecedores para construir a infraestrutura que sustenta essa revolução tecnológica, apesar do crescimento gigante da receita do setor.
"Esse vai ser um local com capacidade computacional suficiente para ajudar milhões de pessoas a usar a IA para fazer coisas que podemos hoje apenas começar a imaginar", disse o CEO da OpenAI, Sam Altman. A empresa espera que o projeto crie 35 mil empregos temporários na construção por seis anos e 2.500 "empregos operacionais a longo prazo", destacou em seu blog.
O.Ortiz--AT