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Adolescente retira ação contra Meta nos EUA por dependência em redes sociais
Um adolescente retirou uma ação judicial contra a Meta, anunciaram seus advogados nesta quarta-feira (22), encerrando sem julgamento um caso sobre os supostos efeitos nocivos das redes sociais em menores.
A retirada pôs fim ao caso poucos dias antes de ter se iniciado em Los Angeles, em 27 de julho, o julgamento contra a Meta. YouTube, TikTok e Snap chegaram a acordos confidenciais com o demandante de 15 anos para retirar sua acusação.
O demandante, identificado pelas iniciais R.K.C., é um adolescente da Flórida que diz que o uso compulsivo das redes sociais contribuiu para que desenvolvesse ansiedade, depressão e pensamentos suicidas, pelos quais segue em tratamento.
Seu caso foi selecionado como piloto para ajudar a resolver milhares de ações judiciais similares em todo o país.
Um primeiro julgamento terminou em março com uma sentença contra a Meta e o Google. Um juiz de Los Angeles ordenou às duas empresas indenizar uma mulher de 20 anos, K.G.M, com seis milhões de dólares (aproximadamente 30 milhões de reais, na cotação da época).
"R.K.C. se incorporou a este processo, querendo responsabilizar as companhias de redes sociais e pressionar por mudanças para proteger jovens como ele. Conseguiu", disseram os advogados Emily Jeffcott e Rahul Ravipudi.
"À luz do resultado globalmente bem-sucedido do litígio e de suas preocupações em suportar um julgamento exaustivo de várias semanas, [o demandante] decidiu retirar suas reclamações contra a Meta", acrescentaram. "Está pronto para encerrar este capítulo, se concentrar em sua recuperação e se dedicar à terapia, enquanto pretende ter uma vida normal".
Um porta-voz da Meta disse em um comunicado: "Dias depois de chegar a um acordo com outras empresas de redes sociais, o demandante abandonou seu caso contra a Meta, o único acusado que restava, sem receber nenhum pagamento".
"As reclamações nunca se sustentaram e este resultado deixa claro que não retrocederemos na hora de nos defendermos de demandas infundadas", acrescentou.
O YouTube chegou a um acordo confidencial com R.K.C. em junho, e o TikTok e o Snap alcançaram seus próprios acordos em 1º e 20 de julho, respectivamente.
A Meta enfrenta uma avalanche de ações legais por acusações de que seus produtos criam dependência e causam danos aos jovens.
Outro caso no Novo México concluiu que a Meta era responsável por enganar os consumidores sobre os riscos para a segurança que suas plataformas representam para os menores. O júri ordenou que a empresa pague 375 milhões de dólares (R$ 1,89 bilhão) em danos.
N.Walker--AT