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Trump afirma que Irã pagará por morte de soldados dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Irã pagará caro pelos soldados americanos mortos no Oriente Médio, enquanto seu par iraniano declarou "guerra total".
O Exército americano informou no X que concluiu a décima noite consecutiva de ataques contra a república islâmica, que teve como alvos centros de comando, a capacidade marítima e bases de mísseis e drones, "para reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".
A nova ofensiva ocorreu enquanto os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã, ameaçavam escalar a disputa regional com um bloqueio à Arábia Saudita no Mar Vermelho, uma medida que ameaça a capacidade do maior exportador mundial de petróleo de contornar Ormuz, e que poderia desencadear uma "escalada regional ainda maior", alertou o porta-voz do secretário-geral da ONU.
Condenado por Riad, o anúncio de bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb aumenta o temor de "um confronto muito mais grave", devido à sua importância como via alternativa a Ormuz, alertou o especialista em segurança Andreas Krieg, da King's College de Londres.
- Esforços diplomáticos -
O alcance dos bombardeios americanos se estendeu ao centro e leste do Irã, muito além das regiões do sul onde os ataques se concentraram após a retomada das hostilidades no último dia 7.
Em resposta às ofensivas americanas, Teerã anunciou nesta terça-feira (21) que voltou a disparar contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait e Bahrein, aliados de Washington. Antes, também atacou a Jordânia.
O governo do Kuwait informou na noite desta segunda-feira que derrubou três mísseis iranianos após a ativação das sirenes de alerta. "A verdade é que o Irã está mergulhado hoje em uma guerra total", declarou o presidente Masoud Pezeshkian.
Segundo um balanço iraniano divulgado na última sexta-feira, 50 mortos e mais de 500 feridos foram registrados desde a retomada dos combates. Do lado americano, três soldados morreram recentemente na Jordânia e no Iraque, os primeiros desde a escalada da violência, o que elevou para 17 o total de militares americanos mortos desde o início da guerra, em fevereiro.
O Irã pagará um preço "muito maior" pelos soldados mortos, ameaçou Trump na plataforma Truth Social. O protocolo de entendimento assinado em 17 de junho para iniciar uma nova rodada de negociações de paz desmoronou com a retomada das hostilidades entre os dois países, que estão em confronto desde 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã.
Os esforços diplomáticos de Teerã e Washington continuavam, por meio dos países mediadores, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai. Neste mesmo dia, o Irã advertiu que está disposto a "tomar as medidas necessárias" para garantir a sua soberania e evitar que o Estreito de Ormuz seja usado para "ameaçar a segurança e os interesses" do país.
Essa rota estratégica, por onde transitava antes da guerra um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, está novamente bloqueada pelo Irã desde a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, que voltaram a impor um cerco aos portos iranianos.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta terça-feira que deteve dois petroleiros no Estreito. Mais cedo, outra embarcação foi atingida por "um projétil não identificado" na costa de Omã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
burx-cha-sia/roc/tmt/cr/mas/mmy/erl/jc/aa/mvv/am-lb
A.Clark--AT