-
Extrema direita ganha espaço no Senado da França
-
Almodóvar visita acampamento de protesto contra crise habitacional na Espanha
-
Embaixador dos EUA na ONU critica plano de trégua do Irã
-
Seleção holandesa bate Sérvia (2-1) e conquista 1ª vitória da era Xavi
-
Papa critica eutanásia e pede empenho na luta contra agressões sexuais na Igreja
-
República Tcheca vence Ucrânia e conquista Billie Jean King Cup
-
Polícia britânica prende suspeitos de planejar 'ato terrorista' perto de base usada pelos EUA
-
Zverev sela título da Europa na Laver Cup
-
Irã mantém condições para reabrir Estreito de Ormuz
-
Polícia antiterrorista britânica investiga incidente perto de base utilizada pelos EUA
-
อเล็กซ์ โบดี และศาสตราจารย์ ดร. ดีเทอร์ ลาซิก ลงนามสัญญาสำหรับ ALPHA WHEY และ BODI เครื่องดื่มให้พลังงาน
-
एलेक्स बोडी और प्रो. डॉ. डायटर लाज़िक ने ALPHA WHEY और BODI एनर्जी ड्रिंक के लिए एक अनुबंध पर हस्ताक्षर किए
-
Alex Bodi och prof. dr. Dieter Lazik tecknar avtal om ALPHA WHEY och BODI Energidryck
-
Alex Bodi a prof. dr. Dieter Lazik podepsali smlouvu týkající se produktů ALPHA WHEY a BODI Energetický nápoj
-
Alex Bodi i prof. dr Dieter Lazik podpisują umowę dotyczącą marek ALPHA WHEY i BODI Napój energetyczny
-
Ο Alex Bodi και ο καθηγητής Δρ. Dieter Lazik υπογράφουν σύμβαση για τα προϊόντα ALPHA WHEY και BODI Ενεργειακό ποτό
-
Justiça israelense adia projeto de assentamentos na Cisjordânia
-
أليكس بودي والبروفيسور الدكتور ديتر لازيك يوقعان عقدًا بشأن منتجي «ألفا ويل» و«بودي إنيرجي درينك»
-
アレックス・ボディ氏とディーター・ラジク教授が「ALPHA WHEY」および「BODI エナジードリンク」に関する契約を締結
-
알렉스 보디와 디터 라지크 교수가 ALPHA WHEY 및 BODI 에너지드링크에 관한 계약을 체결했습니다.
-
亞歷克斯·博迪(Alex Bodi)與迪特爾·拉齊克(Dieter Lazik)教授簽署關於 ALPHA WHEY 及 BODI 能量飲料的合約
-
Alex Bodi și prof. dr. Dieter Lazik semnează un contract pentru ALPHA WHEY și BODI Băutură energizantă
-
Алекс Боді та проф. д-р Дітер Лазік уклали договір щодо ALPHA WHEY та Боді Енергетичний напій
-
Алекс Боди и проф. д-р Дитер Лазик заключили договор о выпуске продуктов ALPHA WHEY и BODI Энергетический напиток
-
Alex Bodi e o Prof. Dr. Dieter Lazik assinam contrato para a ALPHA WHEY e a BODI Bebida energética
-
Suíços rejeitam referendo para reforçar neutralidade do país
-
Multidão protesta em Madri contra despejo de mulher de 87 anos
-
Estilista Louise Trotter se consolida na Bottega Veneta
-
Venezuela liberta novos presos políticos após segunda rodada de diálogo
-
Em jogo com duas viradas, Espanha vence Inglaterra (3-2) na Liga das Nações
-
Modric comanda vitória da Croácia sobre República Tcheca (2-1) na Liga das Nações
-
'Tender Loving Care' ganha Concha de Ouro em San Sebastián
Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
Em uma sala de aula em Bria, na República Centro-Africana, ex-crianças-soldado aprendem a costurar. É uma forma de ajudar adolescentes de 14 a 17 anos a superar a violência que sofreram nas mãos dos numerosos grupos armados do país.
"Não é fácil ensiná-los. Alguns ainda carregam essa violência dentro de si. Outros continuam muito estressados", relata Christophe Yonaba, professor da organização beneficente Esperance nesta região do leste do país.
"Às vezes ficam sentados em silêncio", diz sobre seus aprendizes de alfaiate.
"De repente ficam inquietos, como se travassem por dentro", acrescenta.
O leste da República Centro-Africana, cujo subsolo é rico em diamantes, vem sendo devastado por anos de conflito armado.
"Todos esses adolescentes foram, em algum momento, capturados por grupos armados", afirma Yonaba, de 53 anos.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 2 mil jovens centro-africanos ainda estão nas mãos dessas forças.
No auge da guerra civil, que se estendeu de 2013 a 2018, cerca de 20 grupos atuavam na região. Esse número caiu para 14 graças aos acordos de paz e aos programas de desarmamento.
Os grupos armados continuam controlando certas áreas do leste, especialmente na fronteira com o Sudão e o Sudão do Sul.
Desde o fim do ano passado, os combates entre o Exército e os rebeldes se intensificaram na região.
O conflito deslocou dezenas de milhares de civis, em sua maioria mulheres e crianças, dentro do país e para a vizinha República Democrática do Congo.
- Trauma do passado -
Awa - a AFP alterou os nomes de todos os menores nesta reportagem - tinha 14 anos quando foi sequestrada pela União pela Paz na República Centro-Africana (UPC), um dos maiores grupos rebeldes.
Ela ficou detida por cerca de três meses.
Sentada na parte da frente da sala de aula de Yonaba, onde máquinas de costura substituem as carteiras tradicionais, evita falar do passado e prefere se concentrar no presente.
"Hoje me sinto bem. Gosto do que faço aqui. Há outras crianças que tiveram experiências semelhantes à minha. Nós nos ajudamos mutuamente no trabalho", conta a jovem.
Ela também afirma estar feliz por viver agora "uma espécie de vida normal".
Amadou, de 16 anos, foi treinado como padeiro pela ONG e agora faz pão e rosquinhas todas as manhãs em um forno tradicional em sua aldeia. Ele passou um ano e meio nas fileiras da UPC.
"Não pediam que usássemos armas, mas estávamos lá como serventes. Fazíamos todas as tarefas mais pesadas e não descansávamos. Falavam conosco de forma grosseira e dura", diz, lidando com lembranças dolorosas que voltam à tona.
- Aumento da demanda -
Falar da violência do passado pode ser traumático.
Rachelle, que aprende sobre pecuária com a Esperance, conta que foi usada como escrava sexual quando tinha 14 anos. A situação durou um ano.
"Fui obrigada a fazer coisas e tive que fazer, caso contrário haveria consequências", relata com coragem, mas sem querer entrar em mais detalhes.
No entanto, as lembranças a atormentam. Ela se pergunta sobre sua mãe, sequestrada ao mesmo tempo que ela e de quem nunca mais teve notícias.
A Esperance, financiada em parte pelo Unicef, ajudou 52 jovens a encontrar uma vocação e um emprego no ano passado. A organização oferece apoio psicológico além de formação profissional.
Os programas recentes de desarmamento contribuíram para aumentar a demanda por seus serviços.
"Antes recebíamos uma ligação por mês. Agora é toda semana", relata Karl Malone, responsável por identificar novos casos de crianças-soldado na região de Bria.
"Este ano recebemos financiamento suficiente para ajudar 100 crianças. Mas há pelo menos 117 que precisam de ajuda. E não conseguimos atendê-las", lamenta.
Como outras organizações humanitárias, a Esperance é afetada pela redução do financiamento internacional, especialmente da USAID, a agência americana de desenvolvimento, desmantelada pelo presidente Donald Trump pouco depois de retornar ao poder.
T.Sanchez--AT