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Alto comando do exército francês teme uma 'guerra aberta' contra a Rússia
O chefe do Estado-Maior da França, Fabien Mandon, afirmou nesta quinta-feira (9) que a possibilidade de uma "guerra aberta" contra a Rússia é sua "principal preocupação", um dia após o governo francês apresentar um projeto de lei para aumentar os gastos militares.
A França havia planejado destinar 413 bilhões de euros (2,4 trilhões de reais) para gastos militares entre 2024 e 2030, mas, diante do aumento das ameaças globais, propôs um acréscimo de 36 bilhões de euros (214 bilhões de reais) para acelerar o rearmamento.
"A persistência da ameaça russa ao nosso continente, com a possibilidade de uma guerra aberta (...), continua sendo minha principal preocupação em termos de prontidão das Forças Armadas", declarou o general Mandon a parlamentares durante um debate sobre o orçamento militar.
O número de tanques pesados russos deve aumentar de 4.000 em 2025 para 7.000 em 2030, enquanto o número de navios de guerra na Marinha russa deve permanecer entre 230 e 240, acrescentou o alto comando francês, defendendo assim o fortalecimento das capacidades de defesa da França.
As declarações e o projeto de lei surgem em um momento em que o governo do presidente, Emmanuel Macron, busca equilibrar as contas públicas diante dos altos níveis de dívida pública (115,6% do PIB) e déficit (5,1% em 2025), que ultrapassam os limites estabelecidos pelas normas europeias.
"Estamos em um período perigoso. Não devemos causar alarme, mas precisamos reconhecer que necessitamos desse investimento em defesa", argumentou Mandon, que citou como exemplos "o uso desenfreado da força" e a "ameaça terrorista" no Oriente Médio, na Ásia e na África.
B.Torres--AT