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Veleiros com ajuda para Cuba são localizados
Os dois veleiros com ajuda humanitária que desapareceram durante a viagem para Cuba foram localizados e seus tripulantes estão "a salvo", anunciaram neste sábado (28) os organizadores do comboio, que prossegue com sua missão.
A Marinha do México iniciou uma operação na quinta-feira para localizar as embarcações que haviam zarpado há uma semana de Isla Mujeres, no sudeste do país.
As embarcações integravam um comboio internacional que pretende enviar 50 toneladas de suprimentos médicos, alimentos, painéis solares e outros produtos para a população cubana.
Desde janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um bloqueio de petróleo de fato à ilha, que agravou a crise energética e econômica do país.
"Estamos aliviados em confirmar que os dois veleiros foram localizados pela Marinha mexicana. As tripulações estão a salvo e os barcos continuam sua rota para Havana", explicou um porta-voz do comboio "Nossa América".
"O comboio segue em rota para cumprir sua missão: entregar ajuda humanitária urgentemente necessária ao povo cubano", disse o porta-voz, que agradeceu às autoridades mexicanas e cubanas por seu "apoio, coordenação e profissionalismo".
A Marinha mexicana ainda não confirmou que tenha localizado as duas embarcações.
Na sexta-feira, declarações contraditórias do México e dos Estados Unidos geraram ainda mais incerteza sobre o destino dos dois veleiros, chamados "Friend Ship" e "Tiger Moth".
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na manhã de sexta-feira que as buscas prosseguiam pelos veleiros. Um navio da Marinha mexicana "teve contato com eles e, depois de algumas horas, não mais", comentou.
No mesmo horário, a Guarda Costeira dos Estados Unidos informou à AFP que havia recebido, "às 10h36 locais, a informação de que as duas embarcações transitaram com segurança até Cuba".
Mais tarde, no entanto, a Guarda emitiu outro comunicado, no qual afirmou que não participava dos trabalhos de busca, liderados pela Marinha do México em conjunto com autoridades cubanas.
No fim da tarde, as autoridades cubanas e mexicanas ainda não haviam confirmado um avistamento das embarcações, que deveriam ter chegado entre terça e quarta-feira a Havana.
No começo da noite, nem autoridades cubanas nem mexicanas haviam confirmado o avistamento das embarcações, que deveriam ter chegado entre terça e quarta-feira em havana.
"Do nosso país, fazemos o possível na busca e no salvamento desses irmãos de luta", publicou no X o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
A Marinha mexicana não revelou a identidade nem as nacionalidades dos tripulantes, mas destacou que estava em contato com as agências de resgate da Polônia, França, Cuba e Estados Unidos.
O primeiro navio da flotilha humanitária chegou na terça-feira ao porto de Havana, com 30 toneladas de ajuda, principalmente alimentos, remédios e painéis solares.
Na semana passada também chegaram os primeiros carregamentos de avião procedentes da Europa, América Latina e Estados Unidos. Os organizadores do comboio esperam transportar quase 50 toneladas de ajuda humanitária para a ilha.
Após cortar, em janeiro, o fornecimento de petróleo a partir da Venezuela, principal fornecedor de Cuba, o governo americano lançou um embargo petroleiro de fato, que agravou a crise energética e econômica na ilha.
A ONU mantém conversações com Washington para permitir a entrada em Cuba de combustível para fins humanitários.
S.Jackson--AT