-
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos na Colômbia
-
Hostilidades em torno de Ormuz ameaçam cessar-fogo entre EUA e Irã
-
Rússia decreta trégua em 8 e 9 de maio, e Ucrânia anuncia seu próprio cessar-fogo a partir de 4ª feira
-
Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
-
Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo para encerrar longa batalha judicial
-
Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
-
Hostilidades aumentam no Golfo com início de operação dos EUA em Ormuz
-
City empata com Everton e Arsenal passa a depender só de si pelo título inglês
-
Amazon disponibiliza rede de logística para qualquer empresa
-
Dolly Parton cancela residência em Las Vegas para cuidados médicos
-
Cofundador da OpenAI depõe em julgamento iniciado por Musk
-
Santos abre sindicância sobre incidente entre Neymar e Robinho Jr.
-
Netflix anuncia estreia mundial nos cinemas de 'Nárnia' em 2027
-
'É um sonho ter a chance de disputar uma final de Champions', diz Arteta
-
Suprema Corte dos EUA restabelece envio de pílula abortiva por correio
-
Palmeiras visita Sporting Cristal em confronto direto por liderança do grupo na Libertadores
-
Suposto surto de hantavírus deixa quase 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Neymar esgota ingressos no Paraguai em jogo da Sul-Americana crucial para o Santos
-
Atropelamento na Alemanha deixa 2 mortos
-
Avião cai em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte
-
Ricos e famosos se preparam para o Met Gala, a influente data da moda
-
Britney Spears admite direção imprudente em acordo com a Justiça
-
Demi Moore, Chloé Zhao e Stellan Skarsgard estão entre jurados de Cannes
-
Guerrilha ELN propõe retomar negociações de paz com o próximo governo da Colômbia
-
Orlando Magic demite técnico Jamahl Mosley após eliminação nos playoffs da NBA
-
Papa Leão XIV receberá Marco Rubio na quinta-feira, anuncia Vaticano
-
Irã dispara mísseis como 'advertência' contra navios militares dos EUA
-
Ex-ministro espanhol nega corrupção em julgamento por compra de máscaras na pandemia
-
Chelsea perde em casa para Nottingham Forest e segue em queda livre no Inglês
-
Atropelamento na Alemanha deixa dois mortos
-
Suprema Corte dos EUA restabelece temporariamente acesso à pílula abortiva por correio
-
Ataque russo deixa nove mortos na Ucrânia
-
Ferland Mendy sofre nova lesão e volta a ser desfalque no Real Madrid
-
ONG de Israel denuncia maus-tratos em prisão de ativistas da flotilha para Gaza
-
Destróieres americanos entram no Golfo para escoltar navios
-
Hantavírus, um mal potencialmente fatal que se espalha por meio de roedores
-
Irã dispara mísseis 'de advertência' perto de destróieres dos EUA em Ormuz
-
Reunidos na Armênia, Europa e Canadá unem forças contra Trump
-
Guiana afirma na CIJ que disputa com a Venezuela por Essequibo tem 'importância existencial'
-
Trump anuncia operação para liberar o Estreito de Ormuz e Irã ameaça atacar forças americanas
-
Ex-prefeito de Nova York Giuliani está hospitalizado em condição 'crítica', diz porta-voz
-
Trump diz que EUA e Irã mantêm conversas 'positivas' e apresenta plano para conduzir navios em Ormuz
-
Leclerc perde duas posições na classificação final do GP de Miami após sanção
-
Com gol de Endrick, Lyon vence Rennes (4-2) e se consolida em 3º na Ligue 1
-
Trump diz que EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira
-
Ampla operação é lançada para buscar dois soldados americanos desaparecidos no Marrocos
-
Com dois gols de Vini, Real Madrid vence Espanyol (2-0) e adia título do Barça
-
Inter de Milão conquista o campeonato italiano pela 21ª vez na história
-
Antonelli dedica sua vitória no GP de Miami ao falecido Alex Zanardi
-
Tottenham vence na visita ao Aston Villa (2-1) e sai da zona de rebaixamento
Como estão Ucrânia e Rússia após quatro anos de guerra?
A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, entra nesta terça-feira (24) em seu quinto ano.
Eis um panorama atualizado do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial após quatro anos de combates.
- Mortos -
Após anos de combates e bombardeios, o número de mortos ainda é desconhecido.
Segundo o último balanço da ONU em 2025, cerca de 15 mil civis morreram e 40.600 ficaram feridos em território ucraniano, embora o número real seja "provavelmente consideravelmente mais alto", sobretudo pela dificuldade de acesso às áreas ocupadas.
Os ataques ucranianos contra regiões fronteiriças russas deixaram centenas de mortos, segundo estimativas.
Do lado militar, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky reconheceu no início de fevereiro a morte de 55 mil militares desde 2022, um número considerado muito subestimado devido às dezenas de milhares de desaparecidos.
A Rússia mantém silêncio sobre suas baixas, mas elas são estimadas em mais de 117 mil, segundo o serviço russo da BBC e o veículo russo Mediazona, com base em dados de acesso público.
O americano Center for Strategic and International Studies (CSIS) citou até 325 mil soldados russos e entre 100 mil e 140 mil militares ucranianos mortos desde 2022.
Cerca de 6 milhões de ucranianos estão refugiados no exterior, segundo a ONU.
- Destruição -
A guerra devastou extensos territórios, sobretudo no leste da Ucrânia, onde cidades inteiras como Bakhmut e Toretsk estão em ruínas.
Os ataques russos contra infraestruturas energéticas devastaram a rede ucraniana, privando milhões de pessoas de aquecimento e eletricidade.
Cerca de 20% do território ucraniano está contaminado por minas, segundo a ONU.
O custo total da reconstrução da Ucrânia é estimado em mais de 558 bilhões de dólares (R$ 2,9 trilhões) na próxima década, segundo uma avaliação conjunta do governo ucraniano, da UE, do Banco Mundial e da ONU.
- A situação no front -
Após importantes movimentos de tropas de cada lado em 2022 e 2023, o conflito se transformou em uma guerra de desgaste, com avanços lentos e custosos sob a ameaça onipresente dos drones.
A Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, do qual cerca de um terço já estava sob controle das forças russas ou pró-russas antes de 2022.
A maioria dos combates ocorre no Donbass, grande bacia industrial do leste da Ucrânia, onde o Exército russo tomou quase toda a região de Luhansk e cerca de 83% da de Donetsk, segundo uma análise da AFP baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um centro de estudos nos Estados Unidos.
As forças russas também ocupam grandes extensões nas regiões meridionais de Kherson e Zaporizhzhia, e pequenas partes das de Sumy (norte), Kharkiv (nordeste) e Dnipropetrovsk (centro).
- Uma diplomacia lenta -
Russos e ucranianos negociam desde 2025 um cessar das hostilidades, sob o impulso do presidente americano, Donald Trump.
Foram realizadas várias rodadas de negociações em Istambul, Abu Dhabi e Genebra, sem alcançar avanços tangíveis.
Um dos principais problemas é a questão dos territórios. A Rússia quer que as forças ucranianas se retirem das áreas sob seu controle na região de Donetsk, o que Kiev rejeita.
A Ucrânia também insiste na necessidade de um cessar-fogo o quanto antes, enquanto Moscou se opõe a qualquer pausa nas hostilidades até que sejam estabelecidas as bases de um acordo de paz "duradouro".
- Economia e sanções -
A economia russa resistiu às sanções ocidentais ao encontrar canais paralelos de importação e redirecionar suas vendas de hidrocarbonetos para outros mercados. A indústria se beneficiou dos pedidos militares massivos.
No entanto, começa a mostrar sinais de esgotamento devido à persistente escassez de mão de obra e a uma forte inflação. O Estado russo enfrenta um crescente déficit orçamentário e uma diminuição das receitas do petróleo.
A Ucrânia perdeu quase um terço de seu PIB em 2022. Além disso, a guerra destruiu sua infraestrutura, afetou as exportações e forçou a saída de muitos trabalhadores para o exterior. Outros tiveram de se alistar no Exército.
A economia ucraniana se recuperou um pouco, mas depende em grande medida do apoio ocidental para financiar sua defesa e os gastos correntes.
- Aliados e apoios -
Desde 2022, o esforço de guerra de Kiev é em grande parte assegurado pelo fornecimento de armas e munições e pelo compartilhamento de inteligência com países ocidentais.
A Europa é agora o principal fornecedor de ajuda à Ucrânia, com 234 bilhões de dólares (R$ 1,216 trilhão) entregues e outros 210 bilhões de dólares (R$ 1,092 trilhão) prometidos, segundo um balanço do Instituto Kiel, da Alemanha.
Desde o retorno de Trump ao poder, os Estados Unidos praticamente cortaram sua ajuda sem contrapartida a Kiev, após terem destinado 115 bilhões de dólares (R$ 598 bilhões) desde 2022.
Segundo o Instituto Kiel, a Ucrânia recebeu de seus aliados cerca de 900 tanques, 1.200 veículos blindados, 850 peças de artilharia, 85 sistemas antiaéreos, além de aviões de combate e munições.
A Coreia do Norte forneceu munições à Rússia e enviou milhares de soldados para combater contra os ucranianos.
Moscou também recebeu drones e mísseis do Irã e se baseou nessa tecnologia para produzir seus próprios modelos de drones, segundo países ocidentais, que acusam a China de ajudar a Rússia a driblar as sanções.
N.Mitchell--AT