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Real Madrid chega a acordo com Uefa para encerrar projeto da Superliga
O projeto da Superliga foi encerrado definitivamente nesta quarta-feira (11), depois que Real Madrid e Uefa chegaram a um acordo a fim de resolver "suas disputas legais" relacionadas ao polêmico torneio, impulsionado pelo clube espanhol com o apoio de outros grandes da Europa e que quase implodiu o futebol do continente.
"Após meses de conversas em benefício do futebol europeu, a Uefa, a European Football Clubes (EFC) e o Real Madrid anunciam que chegaram a um acordo pelo bem do futebol europeu de clubes, respeitando o princípio do mérito esportivo e enfatizando a sustentabilidade a longo prazo dos clubes e a melhoria da experiência dos torcedores através da utilização da tecnologia", afirmou a Uefa em comunicado também divulgado pelo Real Madrid.
- Projeto impulsionado por Florentino Pérez -
"Este acordo de princípio servirá também para resolver as disputas legais relacionadas à Superliga Europeia, desde que os princípios acordados sejam implementados e aplicados", acrescenta o texto conjunto.
O acordo encerra definitivamente o projeto da Superliga, um torneio semiaberto com as melhores equipes do continente, impulsionado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez.
Em abril de 2021, Pérez anunciou uma nova competição fundada por 12 clubes europeus, seis ingleses (Manchester United, Manchester City, Chelsea, Arsenal, Liverpool e Tottenham), três italianos (Juventus, Milan e Inter de Milão) e três espanhóis (Barcelona e Atlético de Madrid, além do próprio Real)
Devido à pressão dos torcedores, de instituições como a Uefa e até mesmo de governos (como o britânico), todos os clubes gradualmente abandonaram um projeto que inicialmente não contava com o apoio de representantes das outras duas principais ligas europeias, a Bundesliga alemã e a Ligue 1 francesa.
O último clube a abandonar o projeto foi o Barcelona, rival histórico do Real Madrid, que anunciou sua saída na semana passada, após chegar a um acordo com a Uefa e a EFC.
"Somos a favor da paz e do retorno dos clubes da Superliga à Uefa. Nós nos sentimos muito próximos da Uefa e da EFC", explicou o presidente do Barcelona, Joan Laporta, no início de outubro, após retornar da assembleia anual de clubes, a antiga ECA, agora EFC, em Roma.
O Real Madrid chegou a recorrer às instituições jurídicas espanholas e europeias para tentar salvar o projeto.
- Processo bilionário -
"Hoje estou mais otimista do que nunca. A decisão do Tribunal Europeu, um evento histórico que será estudado nas universidades, pôs fim ao monopólio da Uefa", declarou Pérez em uma assembleia no final de novembro de 2024.
De fato, os tribunais consideraram que a Uefa e a Fifa "abusaram de sua posição dominante" ao se oporem à Superliga, mas o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) não autorizou uma nova competição, e sim "lançou as bases para o estabelecimento de um sistema de livre concorrência para a organização de competições de futebol".
Juntamente com a empresa promotora da Superliga, a A22 Sports Management, o Real Madrid chegou a abrir um processo no final de outubro de 2025 exigindo uma indenização de 4 bilhões de euros (R$ 24,7 bilhões na cotação atual) pela recusa da Uefa em aceitar o novo torneio.
Mas, sem nenhum outro clube promotor além do Real Madrid, o projeto estava fadado ao fracasso.
E.Rodriguez--AT