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Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, insistiu nesta sexta-feira (30) que o Reino Unido tem "muito a oferecer" à China, depois que suas tentativas de reforçar os laços durante a visita ao país asiático provocaram advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A viagem de Starmer à China, a primeira de um chefe de Governo britânico em oito anos, segue os passos de outros líderes ocidentais que buscam contrabalançar a crescente volatilidade das políticas americanas.
Os governantes da França, Canadá e Finlândia viajaram em sequência a Pequim nas últimas semanas, ao mesmo tempo que rejeitaram as intenções de Trump de assumir o controle da Groenlândia e suas ameaças tarifárias contra os aliados da Otan.
Questionado na quinta-feira por jornalistas sobre a possibilidade de o Reino Unido "fazer negócios" com a China, o presidente americano advertiu que "é muito perigoso que façam isso".
Starmer reuniu-se na quinta-feira com os principais líderes chineses, entre eles o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang, e as partes destacaram a necessidade de estreitar suas relações.
O líder britânico disse aos representantes empresariais do Reino Unido e da China nesta sexta-feira que os dois países estabeleceram "um diálogo cordial" e alcançaram "avanços reais".
"O Reino Unido tem muito a oferecer", afirmou em um breve discurso pronunciado em um fórum empresarial binacional organizado pelo Banco da China.
As reuniões de quinta-feira proporcionaram "exatamente o nível de comprometimento que esperávamos", disse Starmer.
Na quinta-feira, ele assinou uma série de acordos, incluindo a isenção de visto para titulares de passaporte britânico que visitarem o território chinês por menos de 30 dias.
Os dois países também assinaram pactos de cooperação no combate às cadeias de abastecimento utilizadas por traficantes de migrantes, assim como para as exportações britânicas à China, na área da saúde e para o fortalecimento de uma comissão comercial entre o Reino Unido e o país asiático.
A China também concordou em reduzir as tarifas sobre o uísque britânico de 10% para 5%, segundo Downing Street.
Starmer elogiou os acordos como "simbólicos" da direção adotada pela relação bilateral.
O premiê britânico também visitará a cidade de Xangai e continuará sua viagem pela Ásia com uma breve escala no Japão, onde se reunirá com a primeira-ministra Sanae Takaichi.
As relações entre China e Reino Unido estavam em crise desde 2020, quando Pequim impôs uma severa lei de segurança nacional em Hong Kong e adotou medidas enérgicas contra os ativistas pró-democracia na ex-colônia britânica.
Contudo, a China, segunda maior economia do mundo, continua sendo o terceiro parceiro comercial do Reino Unido.
M.O.Allen--AT