-
Lawson substituirá Hadjar, lesionado, no GP dos Países Baixos de F1
-
Trump diz que se reunirá com líder norte-coreano Kim Jong Un este ano
-
Esquerda consegue vitória surpreendente na Flórida, enquanto candidatos de Trump tropeçam
-
Emirados cancelam shows de Shakira e Christina Aguilera
-
OEA aprova reunião de chanceleres para discutir medidas contra a Nicarágua
-
Arsenal chega a acordo com Aston Villa para contratar zagueiro Ezri Konsa
-
Facções brasileiras expandem seu poder com violência nas fronteiras da Bolívia
-
Vice-presidente do Conselho da Fifa retira apoio a Infantino
-
Diretor de cinema britânico John Irvin morre aos 86 anos
-
'American Doctor' leva às telas o horror testemunhado por médicos em Gaza
-
'Sobrenatural: Agora Entre Nós' nasceu do medo da paternidade, afirma diretor
-
Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge
-
TPI condena sanções dos EUA à sua presidente como 'ataque flagrante'
-
China expande centros de dados para o interior do país como forma de impulsionar IA
-
Moderna e Merck anunciam resultados promissores de vacina contra o câncer de pele
-
Mulher de 84 anos é encontrada viva três dias após terremoto na Indonésia
-
ChatGPT terá anúncios a partir de 24 de agosto em 30 países europeus
-
Mães do sul da África suplicam por seus filhos na guerra da Rússia
-
Irã ameça países do Golfo que ajudam o Exército dos Estados Unidos
-
China acelera indústria de robôs humanoides; ações da Unitree disparam em estreia na Bolsa
-
Proprietário de casa cercada por colonos israelenses na Cisjordânia pede ajuda aos Estados Unidos
-
Tenista australiano Nick Kyrgios é suspenso pelo consumo de cocaína
-
Coreia do Sul encurta exercícios militares com EUA após crítica de Trump
-
Incêndio em hotel de Calcutá deixa nove mortos
-
Palmeiras tem prova de fogo em Assunção contra o Cerro Porteño na Libertadores
-
Com tudo em aberto, Flamengo recebe Cruzeiro no jogo de volta das oitavas da Libertadores
-
Libéria vai receber até 1,2 mil deportados dos EUA
-
Sabalenka atropela Wang e vai às oitavas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Fluminense vence Independiente Rivadavia nos pênaltis e vai às quartas da Libertadores
-
Turquia nega denúncia israelense sobre envio de tropas à Síria
-
Medvedev é surpreendido por Nakashima em Cincinnati; João Fonseca sente incômodo e desiste
-
Angelique Kidjo é primeira cantora africana imortalizada na Calçada da Fama
-
Trump descarta diálogo com Irã e apresenta Ormuz como "novo território dos EUA"
-
Condição renal de Maradona deveria ter servido como sinal de alerta, diz médico, em depoimento
-
Nasa revela imagens de cratera deixada por foguete da SpaceX na Lua
-
Nakashima elimina Medvedev e vai às oitavas em Cincinnati
-
Lyon empata com Fenerbahçe (1-1) na ida do playoff de acesso à Champions
-
Musiala admite 'disfunção neurológica' após sofrer novo desmaio
-
Promotoria acusa Meta de viciar adolescentes
-
Sophie Adenot é primeira francesa a fazer caminhada fora da ISS
-
Infantino apertou o 'botão de autodestruição', diz chefe da Premier League
-
Terremoto na Colômbia causou prejuízo de US$ 9,6 bilhões
-
Taxas de crédito de longo prazo nos EUA atingem nível mais alto desde 2007 e custo do endividamento preocupa
-
Diplomata equatoriana entra na disputa pela secretaria-geral da ONU
-
Meia belga Axel Witsel assina com o Nice
-
Simeone quer "construir uma equipe" em torno de Julián Álvarez
-
Estudo mostra como punhado de espécies de árvores impulsiona recuperação da Amazônia
-
Corinthians anuncia renovação de Memphis Depay até julho de 2028
-
Novo tremor em Granada, na Espanha, deixa 3 feridos e leva a fechamento de Alhambra
-
Venus Williams e Sloane Stephens estão entre as convidadas para o US Open
Comércio e aliança militar: a presença de Rússia e China no Ártico
Embora Rússia e China neguem categoricamente querer se apoderar da Groenlândia, como afirmou o presidente americano, Donald Trump, as duas potências veem o Ártico como uma região estratégica para seus interesses.
A exploração da Rota Marítima do Norte, desde a década de 2010, pela China e Rússia, favorecida pela mudança climática, é uma realidade, assim como o reforço das capacidades militares russas no Ártico.
A seguir, um panorama da presença russo-chinesa nessa região.
- Rota Marítima do Norte -
A Rússia considera o Ártico essencial para seus intercâmbios com a Ásia, sobretudo para contornar os efeitos das sanções ocidentais sobre seus hidrocarbonetos, impostas após a invasão da Ucrânia em 2022.
Moscou pretende desenvolver ao máximo a navegação pela "Rota Marítima do Norte", agora facilitada pelo degelo provocado pela mudança climática.
Essa rota, que margeia o litoral ártico da Rússia e fica distante da Groenlândia, permite ampliar o transporte de hidrocarbonetos russos para o Sudeste Asiático ao conectar os oceanos Atlântico, Pacífico e Ártico.
Para isso, a Rússia é a única fabricante e operadora de quebra-gelos de propulsão nuclear, embarcações gigantes capazes de remover os obstáculos de gelo e abrir caminho para navios de carga.
Meses após o início da invasão da Ucrânia, as autoridades russas reiteraram a intenção de desenvolver essa rota ao aprovar um plano de investimentos de cerca de 23 bilhões de dólares (R$123,7 bilhões) até 2035.
Por enquanto, o comércio por essa via continua caro e complexo. Seu volume está muito distante das centenas de milhões de toneladas de mercadorias que transitam anualmente pelo Canal de Suez, por exemplo.
Em 2025, foram transportadas 37 milhões de toneladas de mercadorias pela Rota Marítima do Norte, uma queda de 2,3% em um ano, segundo dados divulgados pela agência Ria Novosti com base em estatísticas oficiais.
A China, por sua vez, lançou em 2018 o projeto da Rota da Seda Polar, uma variante ártica de sua iniciativa transnacional de infraestrutura, e pretende se tornar uma "grande potência polar" até 2030.
O gigante asiático instalou estações de pesquisa científica na Islândia e na Noruega. Empresas chinesas também investiram em projetos como o gás natural liquefeito russo e uma linha ferroviária na Suécia.
- Reforço das capacidades militares -
A região ártica também é prioridade estratégica para Moscou no campo militar.
"A Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico. Mas acompanhamos de perto a evolução da situação (...) reforçando a capacidade de combate das forças armadas e modernizando as infraestruturas militares", declarou o presidente russo, Vladimir Putin, em março de 2025.
Em 2021, Moscou anunciou a construção de uma pista de 3,5 km capaz de receber todos os tipos de aeronaves, inclusive bombardeiros com armas nucleares, no arquipélago de Franz Josef, no extremo norte da Rússia.
Em 2019, o Exército russo também afirmou ter instalado baterias antiaéreas de última geração S-400 no Ártico e inaugurado uma nova base de radar no arquipélago de Nova Zembla.
Em setembro de 2025, a Frota do Norte da Rússia, responsável pela região ártica, realizou novos exercícios militares que incluíram desembarques de tropas e disparos de navios e submarinos nucleares.
No Ártico, a presença militar chinesa, embora modesta, aumentou em cooperação com a Rússia desde 2022.
Em 2024, por exemplo, bombardeiros russos e chineses realizaram uma patrulha conjunta na junção entre os continentes asiático e americano, não longe do estado americano do Alasca.
A China também opera alguns quebra-gelos equipados com minissubmarinos de grande profundidade, capazes de mapear o fundo do mar, o que pode ser útil para fins militares. Pequim também opera satélites de observação do Ártico e afirma que seus objetivos são científicos.
H.Thompson--AT