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Tamagotchi completam 30 anos e seguem fazendo sucesso
Os Tamagotchi, mascotes virtuais que precisam de alimentação e cuidados para não morrer, causaram furor pela primeira vez nos anos 1990. Hoje, três décadas depois, seguem conquistando tanto a Geração Z, adepta do retrô, quanto pais que se lembram deles com nostalgia.
Sua fabricante, a Bandai Namco, afirma ter vendido mais de 100 milhões de Tamagotchi em todo o mundo desde sua estreia em 1996 e, para celebrar seu 30º aniversário, a empresa inaugura nesta quarta-feira (7), em Tóquio, uma exposição que percorre a evolução do brinquedo: desde aquele personagem pixelado em uma tela em preto e branco até os modelos atuais, com telas coloridas e conexão wifi.
Os Tamagotchi, cujo nome é um acrônimo das palavras japonesas para "ovo" e "relógio", tornaram-se um acessório de moda popular entre os jovens nos últimos anos, segundo a Bandai. Suas vendas, sem incluir a linha de videogames, se multiplicaram por sete em cinco anos desde 2019, afirma a empresa.
Rafaela Miranda Freire, uma turista brasileira de 15 anos que visita o distrito comercial de Harajuku, em Tóquio, com a mãe, disse à AFP que não tinha um Tamagotchi, mas gostava da ideia. "É muito nostálgico e fofo. Como uma estética bonita dos anos 2000", afirmou.
Os mascotes digitais, que exigem atenção quando estão com fome, doentes ou quando defecam no chão virtual, crescem à medida que os usuários cuidam deles, mas podem morrer se forem negligenciados.
Rafaela admitiu que algumas pessoas de sua idade "simplesmente não gostam ou acham infantil", mas que o brinquedo pode ser uma alternativa saudável às redes sociais atuais.
"É bom. Você simplesmente larga o telefone e aprecia as pequenas coisas da vida", disse.
- Melhores brinquedos de todos os tempos -
No ano passado, a varejista britânica Hamleys incluiu o Tamagotchi em sua lista dos 100 melhores brinquedos de todos os tempos, ao lado de itens como Lego e o cubo mágico.
A exposição de Tamagotchi em Tóquio começa com a entrada por um grande ovo branco e passa por várias instalações onde os visitantes podem tirar fotos.
Em seguida, o público entra em uma sala sobre a história do brinquedo, onde é possível jogar com alguns dos modelos de Tamagotchi lançados ao longo de três décadas.
A maioria dos Tamagotchi - quase a metade - foi vendida no Japão, 33% nas Américas e apenas 2% nos países da Ásia e do Pacífico, segundo a Bandai Namco.
Yumeho Akita, uma mulher de 25 anos que também passeia por Harajuku, disse guardar boas lembranças de ter cuidado de seu Tamagotchi por vários meses quando era criança.
"Eu realmente queria um e finalmente consegui um, gostava muito dele e cuidei com bastante dedicação", lembrou.
Alguns pais, por sua vez, dizem querer que seus filhos vivam a mesma experiência.
Justin Piasecki, um roteirista americano que passa férias no Japão, contou que comprou recentemente Tamagotchi de Natal para suas duas filhas, de quatro e seis anos.
"Basicamente, a essa altura elas já têm um diploma em informática de Tamagotchi", brincou o homem de 41 anos. "Achei que teria de ensiná-las, mas agora são elas que estão me ensinando".
O.Ortiz--AT