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EUA emite 20% menos vistos de estudante em relação ao ano passado
O governo dos Estados Unidos emitiu 20% menos vistos de estudante em agosto, após o endurecimento de medidas promovidas pelo presidente Donald Trump. A Índia liderou a queda no número de vistos emitidos, seguida pela China, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6).
Foram emitidos 313.138 vistos de estudante em agosto, o mês mais comum para início de aulas nos EUA. O número representou uma queda de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2024, de acordo com relatório da Comissão Internacional de Comércio.
A Índia, que forneceu o maior número de estudantes estrangeiros no país no ano passado, registrou a maior redução na emissão de vistos de estudante, com queda de 44% em comparação ao ano anterior.
As autorizações para estudantes chineses também diminuíram, mas em menor proporção: -12% no último ano. Pequim tem criticado regularmente o tratamento dado a alguns estudantes chineses durante sua entrada ou estada nos EUA, em meio a tensões diplomáticas entre as duas potências.
As estatísticas mostram ainda forte queda no número de vistos concedidos a estudantes de países de maioria muçulmana; por exemplo, as admissões provenientes do Irã caíram 86%.
Na América Latina e Caribe, os cinco países que mais enviam estudantes aos EUA registraram reduções: Brasil -6,8%, México -10%, Colômbia -16%, Peru -11% e Bahamas -4%.
Os dados não refletem o total de estudantes já residentes nos EUA, muitos dos quais permanecem com vistos emitidos anteriormente.
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem dado prioridade tanto à limitação da imigração quanto ao enfraquecimento das universidades, vistas por sua administração como centros-chave de poder da esquerda.
O secretário de Estado Marco Rubio suspendeu brevemente o processamento de vistos de estudante em junho, mês de pico, enquanto determinava que as embaixadas americanas revisassem as redes sociais dos solicitantes.
Rubio revogou milhares de vistos de estudante, muitas vezes devido a críticas a Israel, sob o argumento de que o governo pode negar a entrada a pessoas que contrariem os interesses da política externa dos EUA.
P.Smith--AT