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Fed corta suas taxas de juros em um quarto de ponto percentual, a 4%-4,25%
O Federal Reserve dos Estados Unidos reduziu suas taxas de juros de referência nesta quarta-feira (17), pela primeira vez neste ano, em um quarto de ponto percentual, como esperava o mercado, devido a um mercado de trabalho mais fraco.
O Fed reduziu a taxa de juros de referência para 4-4,25% e prevê dois cortes adicionais neste ano.
Apenas o novo governador do Fed, Stephen Miran, cuja nomeação foi impulsionada pelo presidente Donald Trump — crítico do Fed — votou contra essa decisão e buscou uma redução maior da taxa.
O comitê monetário do banco central mostrou-se também mais otimista em relação ao crescimento da economia americana, que prevê em 1,6% neste ano, frente aos 1,4% que projetava em junho.
O comitê não fez mudanças quanto às suas expectativas de desemprego e inflação.
A decisão do Fed ocorreu após meses de fortes pressões de Trump para que reduza as taxas e em um contexto de crescentes preocupações pela pressão política sobre o banco central, uma instituição independente.
- Pressão sobre o emprego -
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed, composto por 12 membros encarregados de fixar as taxas, atravessa uma série de turbulências.
Embora Trump tenha deixado de ameaçar destituir o presidente do Fed, Jerome Powell, o mandatário agora mira a demissão da governadora do FOMC Lisa Cook por uma acusação de fraude hipotecária.
O Federal Reserve costuma manter as taxas de juros em um nível alto para controlar a inflação de forma sustentável.
Mas desta vez prevaleceram as preocupações com o emprego, apesar de a inflação se manter acima de 2%.
De fato, o Fed afirmou em um comunicado que "os riscos para o emprego aumentaram", mesmo que a inflação "tenha subido e se mantenha de algum modo elevada".
A instituição assinalou que a criação de postos de trabalho desacelerou e a taxa de desemprego aumentou, embora "se mantenha baixa".
Segundo dados publicados na semana passada, o índice de preços ao consumidor — indicador-chave para a inflação — subiu a 2,9% em agosto, o valor mais alto desde o início do ano.
F.Ramirez--AT