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Espanha mantém boa performance econômica e revisa em alta sua previsão de crescimento para 2025
Apesar das incertezas econômicas internacionais, a economia espanhola continua mostrando "força", afirmou nesta terça-feira (16) o governo, que revisou para cima as suas previsões de crescimento para 2025, ano em que espera que a Espanha continue como a economia avançada mais dinâmica do mundo.
"A economia espanhola continua apresentando sinais claros de força, tanto no curto quanto no médio prazo, e seguimos acumulando, dia após dia, boas notícias econômicas", celebrou nesta terça-feira o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, após anunciar que a previsão de crescimento do PIB para 2025 aumentava em um décimo, situando-se agora em 2,7%.
Em contraste, a França crescerá 0,7% este ano, segundo seu banco central, e a Alemanha 0,1% ou 0,2%, dependendo dos institutos econômicos alemães.
"Também temos perspectivas positivas até o ano de 2028, com um crescimento robusto, equilibrado e sustentado em bases sólidas (...), apesar do complexo contexto internacional", acrescentou durante a coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros.
Para o terceiro trimestre, indicou, a previsão de crescimento é de 0,7%.
Após registrar um avanço do PIB de 3,2% em 2024, a Espanha manteve seu bom ritmo no início deste ano, com um aumento de 0,6% no primeiro trimestre e de 0,7% no segundo, acumulando assim oito trimestres consecutivos com um aumento do PIB superior a 0,6%.
Assim como o Governo, o Banco da Espanha elevou nesta terça-feira sua previsão de crescimento para 2025, situando-a em 2,6%, o que representa dois décimos a mais do que sua última estimativa e um acima das projeções do Fundo Monetário Internacional (2,5%).
"A economia espanhola (...) continua mostrando uma notável capacidade de resiliência no atual contexto internacional e registrou no segundo trimestre um desempenho mais favorável do que o previsto", sublinhou o organismo na última atualização de suas projeções macroeconômicas.
Segundo antecipou há algumas semanas o Instituto Nacional de Estatística, o crescimento espanhol foi impulsionado principalmente pelo investimento empresarial e pelo consumo das famílias, fatores nos quais Carlos Cuerpo vê "uma garantia de sustentabilidade e mais ainda em um contexto onde o principal risco das nossas economias é efetivamente a evolução (...) do contexto internacional".
A exposição da Espanha ao embate comercial entre Estados Unidos e Europa - até que em julho alcançaram um acordo para aplicar tarifas de 15% nos produtos europeus exportados aos Estados Unidos - é, entretanto, "comparativamente mais baixa do que a de alguns parceiros europeus", segundo indicou o ministro à AFP em uma entrevista em meados de junho. Na ocasião, Carlos Cuerpo lembrou que "apenas 5% das exportações espanholas estão expostas à economia americana".
No ano passado, a Espanha exportou bens no valor de cerca de 16,2 bilhões de euros (19,2 bilhões de dólares ou 102 bilhões de reais) para os Estados Unidos, seu sexto parceiro comercial, de acordo com o Banco da Espanha. Um nível inferior ao de suas importações provenientes daquele país, que atingiram 26,8 bilhões de euros (US$ 31,7 bilhões ou 168 bilhões de reais).
B.Torres--AT