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Trump estuda se reunir com Coreia do Norte e surpreende líder da Coreia do Sul
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (25) que espera se reunir novamente com o líder da Coreia do Norte, ao mesmo tempo em que lançou um ataque contra o líder da Coreia do Sul horas antes de recebê-lo.
Trump, que se encontrou com o norte-coreano Kim Jong Un três vezes durante seu primeiro mandato, elogiou a relação e disse que o conhecia "melhor que ninguém, quase, exceto sua irmã".
"Algum dia eu o verei. Estou ansioso para vê-lo. Ele foi muito bom comigo", disse Trump aos jornalistas.
O republicano afirmou que a Coreia do Norte tem disparado menos foguetes desde que retornou à Casa Branca em 20 de janeiro.
Trump já disse que ele e Kim "se apaixonaram". Seus encontros reduziram as tensões, mas não alcançaram um acordo duradouro.
Desde então, Kim tem forjado uma relação próxima com a Rússia, enviando tropas para lutar contra a Ucrânia, e tem se recusado firmemente a desmantelar o programa nuclear da Coreia do Norte.
- "Expurgo ou revolução" -
Antes destas declarações, Trump disse nesta segunda-feira que na Coreia do Sul parecia estar em curso um "expurgo ou revolução", horas antes de receber o presidente Lee Jae Myung na Casa Branca.
"O que está acontecendo na Coreia do Sul? Parece um Expurgo ou Revolução. Não podemos permitir isso e fazer negócios lá", publicou Trump, sem especificar ao que se referia.
No domingo, procuradores sul-coreanos pediram a prisão do ex-primeiro-ministro Han Duck-soo, acusando-o de ajudar o ex-presidente Yoon Suk Yeol a declarar uma lei marcial em dezembro.
Yoon foi destituído em abril após tentar derrubar o poder civil em 3 de dezembro de 2024. Ele enviou soldados armados ao Parlamento, e está atualmente detido, assim como sua esposa.
Lee, por sua vez, é um progressista que apoia o diálogo com a Coreia do Norte, um possível ponto em comum com Trump.
Embora inicialmente Trump não tenha especificado ao que se referia com sua postagem nas redes sociais, mais tarde, quando um repórter na Casa Branca pediu uma explicação, ele disse: "Bem, ouvi que houve invasões em igrejas nos últimos dias (...) invasões muito violentas em igrejas pelo novo governo na Coreia do Sul, que até mesmo entraram em nossa base militar e obtiveram informações. Provavelmente não deveriam ter feito isso".
"Ouvi coisas ruins. Não sei se é verdade ou não. Vou descobrir", afirmou. Disse que esperava ver Lee, mas acrescentou: "Não toleraremos isso".
Trump não deu mais explicações, mas no mês passado a Coreia do Sul realizou buscas em locais relacionados à Igreja da Unificação, o movimento religioso frequentemente referido pelo termo pejorativo Moonies, do seu fundador já falecido Sun Myung Moon, que foi um fervoroso defensor de causas conservadoras tanto na Coreia do Sul como nos Estados Unidos.
O presidente sul-coreano será recebido por Trump, com quem terá depois uma reunião no Salão Oval, onde seu anfitrião já repreendeu publicamente os presidentes ucraniano e sul-africano.
O novo presidente vem a Washington em busca de acordos sobre temas comerciais e sobre a estratégia a adotar frente à Coreia do Norte, cujo líder Kim supervisionou, no sábado, testes de mísseis de defesa antiaérea, segundo a agência oficial KCNA.
A discussão deve abordar mais amplamente a aliança militar entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, onde 28.500 soldados americanos estão destacados.
Frequentemente, Trump critica os custos que os Estados Unidos incorrem para garantir a segurança de seus aliados.
D.Johnson--AT