-
Morre aos 96 anos o documentarista americano Frederick Wiseman
-
Guatemala encerra estado de sítio e prepara nova operação de segurança
-
Barça perde na visita ao Girona (2-1) e Real Madrid é o novo líder do Espanhol
-
Brentford põe fim ao conto de fadas do amador Macclesfield na Copa da Inglaterra
-
Circuito sul-americano da ATP tenta sobreviver ao dinheiro saudita
-
Médicos, turismo, tabaco: receitas em divisas de Cuba na mira dos EUA
-
Oitavas da Copa da Inglaterra terão Arsenal-Mansfield, Newcastle-City e Chelsea-Wrexham
-
Morre Robert Duvall, ator de 'O Poderoso Chefão'
-
Reencontro Real Madrid-Mourinho na repescagem da Champions; 'Déjà vu' para o PSG
-
ONU, UE e países árabes condenam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia
-
Sinner não dá chances a Machac em sua estreia no Aberto do Catar
-
Irã diz que EUA se tornou mais 'realista' antes de novas negociações em Genebra
-
Barcelona renova contrato com F1 até 2032 e alternará com Spa-Francorchamps
-
Nico Williams ficará afastado por várias semanas para tratar lesão
-
Mourinho nega rumores sobre um possível retorno ao Real Madrid
-
Países árabes e UE criticam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia
-
Tradicionais desfiles na Alemanha têm sátira política e críticas a Putin e Trump
-
Irã realiza manobras militares no estreito de Ormuz, na véspera de negociações com EUA
-
Morte de ativista de extrema direita abala política francesa
-
Museu do Louvre é fechado parcialmente por nova greve
-
Neymar volta a jogar em goleada do Santos após cirurgia no joelho
-
Rússia rejeita acusações de que Navalny foi envenenado
-
Índia recebe cúpula global sobre impacto da IA
-
"Quero sentir a terra brasileira sob meus pés", diz Lucas Pinheiro Braathen
-
Chanceler do Irã chega a Genebra para segunda rodada de negociações com EUA
-
Lucas Pinheiro Braathen sofre queda no slalom e perde chances de conquistar nova medalha
-
Homenagem a Lula abre Carnaval do Rio em meio a críticas
-
'O Agente Secreto' vence prêmio Spirit do cinema independente
-
Lyon bate Nice (2-0) e chega a sua 13ª vitória consecutiva
-
Com gol de Alisson, Napoli arranca empate contra Roma (2-2) e se mantém em 3º na Serie A
-
Carnaval do Rio começa com homenagem controversa a Lula
-
Shelton vence Fritz de virada e conquista em Dallas seu 4º título ATP
-
Cerúndolo vence Darderi e enfim conquista o ATP 250 de Buenos Aires
-
Familiares de presos rejeitam julgamentos em massa em El Salvador
-
Leipzig arranca empate no fim contra Wolfsburg (2-2) e é 5º na Bundesliga
-
Com 2 gols brasileiros, Arsenal atropela Wigan (4-0) e vai às oitavas da Copa da Inglaterra
-
Atlético de Madrid perde para Rayo (3-0) e praticamente dá adeus ao título do Espanhol
-
Chanceler iraniano viaja à Suíça para segundo ciclo de negociações com EUA
-
Redesenho da Classe S 2026
-
Trump pede ao Hamas que faça desarmamento 'total e imediato'
-
Netanyahu pede desmonte da capacidade de enriquecimento de urânio do Irã
-
João Fonseca busca impulso em casa, no Rio Open 2026
-
Alex de Miñaur vence Auger-Aliassime e conquista ATP 500 de Roterdã
-
Obama lamenta falta de 'vergonha' após vídeo racista compartilhado por Trump
-
Rubio afirma que EUA não pede à Europa que seja um 'vassalo'
-
Nottingham Forest anuncia Vitor Pereira, seu quarto treinador da temporada
-
Neuer sofre lesão na panturrilha e vai desfalcar Bayern de Munique
-
Morre francês Michel Portal, referência do jazz contemporâneo
-
Ao menos 12 mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza (Defesa Civil)
-
Lens goleia Paris FC (5-0), assume liderança e segue sonhando com título da Ligue 1
Carros, vinho e luxo: os setores europeus afetados pelas tarifas de Trump
Carros, vinhos e itens de luxo são alguns dos setores-chave da economia europeia afetados pelas tarifas de 15% acordadas no domingo (27) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Embora inferiores aos 30% ameaçados por Trump, devem dificultar a exportação de produtos europeus para os Estados Unidos, já encarecidos desde o início do ano pela valorização do euro em relação ao dólar.
Algumas indústrias terão isenções. É o caso do setor estratégico da aeronáutica, "determinados produtos químicos", "determinados produtos agrícolas e matérias-primas críticas".
As tarifas para os automóveis europeus, que Trump aumentou de 2,5% para 27,5% em abril, diminuirão para 15%.
A relação comercial entre os Estados Unidos e a UE representa 30% das trocas comerciais mundiais, com um montante de cerca de 2 trilhões de dólares (11 trilhões de reais) em bens e serviços em 2024, segundo o Conselho Europeu.
Os Estados Unidos apresentaram em 2024 um déficit de cerca de 230 bilhões de dólares (1,27 trilhão de reais) na troca de bens com a União Europeia, que envia 20% de seus produtos.
Em contrapartida, nos serviços, a balança pende para o lado americano com cerca de 174 bilhões (964 bilhões de reais).
- Medicamentos
Os produtos farmacêuticos são os bens mais exportados da Europa para os Estados Unidos, com um valor de cerca de 140 bilhões de dólares (775 bilhões de reais) em 2024 (22,5% do total das exportações), segundo a Eurostat.
Até agora eram isentos de impostos e o acordo de domingo não lhes concedeu nenhum tratamento especial, advertiu Trump, sem dar mais detalhes.
- Transportes
Em 2024, as empresas europeias venderam aos Estados Unidos equipamentos de transporte no valor de cerca de 80 bilhões de dólares (443 bilhões de reais).
A indústria automotiva exportou quase 750.000 veículos por um montante de 45 bilhões de dólares (249 bilhões de reais), segundo a Associação Europeia de Montadoras Automotivas (ACEA, na sigla em inglês).
A maioria foi produzida na Alemanha, de sedans a SUVs e carros esportivos de luxo da Audi, Porsche, BMW e Mercedes. O setor é um dos poucos que se beneficia do acordo.
- Aeronáutica
As tarifas dos Estados Unidos castigam duramente este setor tão globalizado. Desde março, uma sobretaxa de 50% foi aplicada às importações de alumínio e aço, materiais-chave nesta indústria.
Além disso, todo o conjunto de equipamentos (incluindo aviões) importados da Europa pagava, desde abril, um adicional de 10%.
O acordo anunciado no domingo prevê zerar esta segunda parcela sobre os equipamentos de aeronáutica, segundo Von der Leyen.
- Luxo e cosméticos
O setor de luxo não contará com nenhuma isenção, portanto será aplicado um imposto de 15%.
O gigante francês LVMH, proprietário da Louis Vuitton e Dior, estimou na quinta-feira que este percentual "seria um bom resultado", passível de ser compensado com um aumento de preços ou "uma otimização da produção".
O grupo realiza 25% de suas vendas nos Estados Unidos e anunciou recentemente a abertura de um quarto atelier da Louis Vuitton no Texas.
Outros atores não consideram essa opção. O presidente do grupo Kering, proprietário da Gucci e Balenciaga, afirmou em maio que "não faria sentido ter bolsas italianas da Gucci fabricadas no Texas".
Os cosméticos de marcas francesas e italianas também têm um bom mercado nos Estados Unidos. A L'Oréal, por exemplo, conseguiu nesse mercado 38% de sua receita global em 2024. Seu diretor-geral levantou a possibilidade de realocar parte da produção.
- Setor agroalimentar -
Von der Leyen também conseguiu isenções para "produtos agrícolas determinados", mas não ofereceu mais detalhes.
Em 2024, a UE exportou mais de 9 bilhões de euros (58 bilhões de reais) em álcool para os Estados Unidos, o seu principal mercado de exportação.
Quase 6 bilhões (39 bilhões de reais) correspondiam a vinhos. Mais de metade procede da França. Mas a Itália também exporta vinhos, a Suécia envia vodka e a Irlanda o seu uísque.
Outros produtos alimentares como queijos e conservas também têm um bom mercado no país americano.
- Mas também...
A Europa também exporta para os Estados Unidos equipamentos industriais, além de produtos elétricos e eletrônicos. Segundo o Eurostat, as vendas alcançam 105 bilhões de dólares (581 bilhões de reais) e quase 53 bilhões de dólares (293 bilhões de reais), respectivamente.
O impacto nas empresas deste setor é desigual. Algumas, como a francesa Legrand, dedicada a equipamentos elétricos, prevê compensar essas tarifas com aumentos de preços ou realocações para países com tarifas mais baixas.
A finlandesa Nokia, que realiza 30% de suas vendas nos Estados Unidos, teve que revisar para baixo suas perspectivas para 2025 devido, em parte, a essas taxas.
R.Lee--AT