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EUA elimina unidade de luta contra interferência eleitoral estrangeira
A procuradora-geral dos Estados Unidos dissolveu uma unidade do FBI dedicada a combater a interferência estrangeira nas eleições americanas, criada depois que a Rússia foi acusada de interferir na eleição presidencial vencida por Donald Trump em 2016.
"A fim de liberar recursos para prioridades mais urgentes e de eliminar o risco de uma maior instrumentalização e abuso da discricionariedade fiscal, a 'Foreign Influence Task Force' é dissolvida", determinou Pam Bondi em uma diretiva datada de quarta-feira, em seu primeiro dia no cargo.
Em outra circular, Pam anunciou o fim de um grupo criado pelo governo do ex-presidente Joe Biden em 2022, após o início da guerra na Ucrânia, para detectar os oligarcas russos sujeitos a sanções americanas.
A unidade do FBI havia sido criada em 2017, para "identificar e combater as operações de influência estrangeira prejudiciais dirigidas contra os Estados Unidos", segundo o site da polícia federal. As agências federais americanas afirmam que Moscou interferiu nas eleições presidenciais de 2016, embora a Rússia o negue.
Um relatório de 2019 do procurador especial Robert Mueller afirma que o Estado russo “interferiu sistematicamente nas eleições presidenciais de 2016”, mas não encontrou "provas suficientes" de um acordo entre membros da equipe de Trump e a Rússia. O relatório de Mueller "não conclui que o presidente cometeu um crime", mas "tampouco o exonera" no que se refere à obstrução da investigação.
Pouco antes das eleições presidenciais de 2020, os serviços de inteligência americanos estimaram que a Rússia tentava ajudar Trump. O então presidente republicano denunciou o que chamou de "campanha de desinformação" lançada pelos democratas.
A nova secretaria de Justiça emitiu diversas diretrizes, uma das quais busca retomar a aplicação da pena de morte em nível federal, e outra ordena a criação de uma unidade para investigar os ataques do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.
M.King--AT