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Fundador do Telegram reconheceu 'gravidade' dos fatos de que a Justiça francesa o acusa
O fundador do Telegram, Pavel Durov, acusado de não tomar medidas adequadas para impedir o uso criminoso de sua plataforma, reconheceu em dezembro perante o tribunal francês a "gravidade" das acusações contra ele.
Embora quando criou o Telegram em 2013 com seu irmão não tivesse a intenção de que fosse usado por "criminosos", sua presença, "uma fração ínfima", aumentou, admitiu Durov, de acordo com suas declarações aos juízes, às quais a AFP teve acesso neste sábado (18).
Desde agosto, o presidente do Telegram, nascido em São Petersburgo e que tem várias nacionalidades, incluindo a francesa, foi indiciado na França por cumplicidade em atividades criminosas, entre elas pornografia infantil, tráfico de drogas e venda de armas.
"Você sabia que a simplicidade de uso do Telegram permite que qualquer pessoa acesse plataformas ilícitas?", lhe erguntaram.
Durov disse que não concordava com essa declaração e garantiu que o Telegram é "eficiente" e que mensalmente elimina "entre 15 e 20 milhões de contas de usuários e entre um e dois milhões de canais e grupos".
Embora o Telegram, sediado em Dubai, tenha anunciado seu primeiro lucro líquido anual em dezembro, Durov disse que tem uma dívida de US$ 2 bilhões (R$ 12,1 bilhões).
"Estamos comprometidos em melhorar nossos processos de moderação", afirmou, acrescentando que suas "equipes fizeram muito progresso".
A Justiça também o acusa de não ter respondido a solicitações de informações do governo sobre certos usuários.
Mas, de acordo com Durov, o Telegram forneceu "informações de identificação (...) relacionadas a mais de 10.000 usuários" nos primeiros seis meses de 2024.
"Não é muito" comparado aos seus 950 milhões de usuários, respondeu um juiz de instrução.
Y.Baker--AT