-
Com 2 de Vini, Real Madrid vence clássico contra o Atlético; Barça segue líder isolado
-
Líder Inter cede empate com Fiorentina; Como emenda 5ª vitória seguida
-
Carlos Alcaraz é eliminado na 3ª rodada do Masters 1000 de Miami
-
Esquerda mantém Paris e Marselha em eleições municipais acirradas a um ano das presidenciais
-
Israel prevê 'várias semanas de combates' contra Irã e Hezbollah
-
Olympique de Marselha perde em casa para o Lille com gol de Giroud
-
Israel 'intensificará' operações terrestres no Líbano após atacar ponte-chave
-
Fechadas sessões eleitorais na França, resultado incerto em Paris
-
Manchester City derrota Arsenal (2-0) e é campeão da Copa da Liga Inglesa
-
Colonos israelenses incendiam edifícios e carros na Cisjordânia Ocupada
-
Botafogo demite técnico argentino Martín Anselmi
-
'Conselho de Comércio' EUA-China pode estreitar laços, mas preocupar o mercado
-
Dimitri Payet anuncia aposentadoria do futebol
-
Cuba se prepara para 'possível ataque' dos EUA
-
Aston Villa vence West Ham e se consolida no G4; Tottenham segue em queda livre
-
Trump ordena envio de agentes do ICE para aeroportos em meio a paralisação orçamentária
-
Irã ameaça atacar infraestruturas energéticas após ultimato de Trump
-
Barcelona vence Rayo Vallecano e abre 7 pontos do Real Madrid antes de clássico com Atlético
-
Cruzeiro anuncia Artur Jorge como novo técnico
-
O bloqueio do Estreito de Ormuz em números
-
França realiza segundo turno de disputadas eleições municipais
-
Itália vota em referendo uma controversa reforma judiciária
-
Primeiro-ministro chinês promete expandir o 'bolo' do comércio mundial
-
Show do BTS reuniu mais de 100 mil pessoas na capital sul-coreana
-
PSG goleia Nice e recupera liderança do Campeonato Francês
-
Liverpool e Chelsea perdem e abrem caminho para Aston Villa em luta por vaga na Champions
-
Irã ataca instalação nuclear em Israel
-
Milan vence Torino e recupera vice-liderança do Campeonato Italiano
-
De Gaza ao Líbano, o cirurgião que opera crianças feridas na guerra
-
Guerra de Trump contra Irã abala indecisos às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA
-
Bayern goleia Union Berlin e segue líder isolado do Alemão
-
EUA afirma ter destruído instalação iraniana no Estreito de Ormuz
-
Arsenal x City: o discípulo Arteta e o professor Guardiola duelam pela Copa da Liga Inglesa
-
Arbeloa diz que Mbappé está '100%' antes de clássico contra Atlético de Madrid
-
Hezbollah confirma confrontos com exército israelense em duas cidades do sul do Líbano
-
Borussia Dortmund renova contrato do capitão Emre Can, apesar de lesão
-
Liverpool perde para Brighton e segue fora do G4 no Inglês
-
Reis do k-pop BTS fazem show de retorno em Seul
-
Iranianos celebram fim do Ramadã sem Khamenei
-
Lens goleia Angers (5-1) e assume liderança provisória do Francês, à frente do PSG
-
Juiz dos EUA declara restrições do Pentágono à imprensa como inconstitucionais
-
EUA autoriza venda e entrega de petróleo iraniano carregado em navios
-
Napoli sofre mas vence na visita ao Cagliari (1-0) e assume vice-liderança da Serie A
-
Manchester United fica em vantagem duas vezes, mas cede empate na visita ao Bournemouth (2-2)
-
Villarreal vence Real Sociedad (3-1) e sobe provisoriamente ao 3º lugar no Espanhol
-
Trump prevê 'reduzir' operações militares contra o Irã
-
Venda de maconha a turistas, uma 'mudança possível' no Uruguai
-
RB Leipzig goleia Hoffenheim (5-0) e assume 3º lugar no Alemão
-
PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025
-
Troféu da Copa do Mundo visita Chichén Itzá, berço do jogo de bola maia
Educação na Venezuela: um desafio diante de três milhões de crianças sem aulas
Crianças que deixaram de ir às aulas porque suas famílias mal têm o que comer ou que estudam em escolas que só abrem duas ou três vezes por semana; professores que desistem, cansados de salários precários: a rede de educação pública da Venezuela está à beira do colapso.
Três milhões de crianças e adolescentes estão fora das salas de aula, denuncia a Federação Venezuelana de Professores (FVM). Isso representa um terço da população em idade escolar.
A FVM identifica "a crise alimentar" provocada por anos de crise econômica como uma das "principais causas que impedem professores e alunos de frequentarem as instituições de ensino".
A maioria das escolas públicas funciona apenas dois ou três dias por semana, para que os professores possam buscar outros trabalhos para complementar seus magros salários: cerca de 10 dólares (R$ 57,85, na cotação atual) mensais, que, somados a bonificações, elevam a renda total para cerca de 100 dólares (R$ 578,59) por mês. A cesta básica está estimada em cinco vezes esse valor.
Alguns professores optaram por dar aulas particulares em suas casas. Outros simplesmente abandonaram a educação e buscaram outras ocupações.
Em um país que viu quase oito milhões de pessoas migrarem, segundo a ONU, a frequência das crianças e adolescentes às aulas é um desafio crucial.
- "Nem um a menos" -
Arleth Bolívar se sente sortuda por ter sua filha de 13 anos no colégio San José Obrero, na comunidade de Antímano, em Caracas, uma das 196 escolas que a organização educacional católica Fe y Alegría possui na Venezuela, dedicada a atender setores populares.
"Nunca pararam de dar aulas", conta essa mulher de 39 anos à AFP. "Diferente de outras escolas, onde não há nem professor."
Como parte de iniciativas que surgem para tentar manter os alunos nas salas de aula, a Fe y Alegría lançou, no início do ano letivo 2024-2025, no mês passado, um plano de arrecadação de fundos para conceder bolsas a 10 mil dos 96 mil estudantes que frequentam suas escolas na Venezuela.
"Temos um slogan: nem um a menos", diz à AFP a diretora do programa de escolas da organização, Noelbis Aguilar. "Através da educação, você salva vidas."
A mensalidade nas escolas da Fe y Alegría, que recebe financiamento do Estado e doações de empresas privadas, gira em torno de 20 dólares, embora haja isenções. No ano passado, havia 1.500 bolsistas.
Tem sido uma saída para famílias como a de Arleth. O governo relatou no início do ano letivo 5,5 milhões de alunos matriculados nos ensinos infantil, fundamental e médio, o que contrasta com os 8 milhões que as próprias autoridades anunciavam em anos anteriores.
O déficit de educadores é de cerca de 40%, segundo um estudo da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB). O governo pede que voltem às salas de aula.
"Peço a todos os docentes, faço um chamado por amor à vocação, pelo amor que têm a este país, para que voltem a se reincorporar", declarou há um mês o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após anunciar programas de acesso a moradia, saúde e alimentação, além de subsídios destinados a educadores.
A AFP buscou acesso a escolas estatais, mas foi negado pelas autoridades.
Protestos de professores são comuns. "Nos trataram como mendigos", lamentou recentemente em uma manifestação Xiomara Mijares, uma professora com 25 anos de serviço.
- Próprias mãos -
Crianças jogam futebol na escola San José Obrero, em um campo recuperado pelas próprias famílias e pela comunidade após ser danificado pelo transbordamento de um riacho devido às chuvas.
"Um pai, que tem três filhos estudando aqui e é pedreiro, me disse: 'professor, eu posso começar a fazer o trabalho'", relata Rafael Peña, diretor desta escola que tem uma ala para a reintegração de jovens fora da escola.
"Passamos cinco finais de semana, mães, pais e alunos, com toda a limpeza e reconstrução", comemorou Peña. "Não podemos ficar apenas com os problemas, temos que buscar soluções."
Nesse colégio, em acordo com os pais, parte da mensalidade vai para um fundo para dar "um incentivo mensal" aos funcionários.
Em outra escola da Fe y Alegría em Caracas, em Las Mayas, as crianças tiram os sapatos e fazem fila para medições de altura e peso.
"Isso nos permite levantar números, fazer diagnósticos (...) e gerar um estudo sobre como está a nutrição e o crescimento dos alunos", comenta Lisceth Rojas, diretora dessa instituição, que atende alunos de educação infantil e fundamental, além de crianças em situação de abandono em dois abrigos. O objetivo é buscar apoio para os mais vulneráveis.
P.Hernandez--AT